Evans celebra vitória após pneus "despencarem" com calor de Jacarta – Notícia de Fórmula E – Grande Prêmio

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Apesar da , no eP de Jacarta, a primeira prova da na Indonésia não representou um desafio simples a . Saindo da terceira colocação no grid de largada, o piloto da Jaguar superou o pole Jean-Èric Vergne já na reta final da corrida para tomar o que seria o primeiro triunfo do francês em 2022. Ainda assim, o neozelandês pontuou que segurar o último ataque do rival não foi tarefa fácil.

De acordo com Evans, o alto nível de desgaste dos pneus — principalmente os traseiros — chegou em um nível alarmante no final da corrida, e seus compostos simplesmente o ‘abandonaram’ no fim. O forte calor de Ancol, na Indonésia, e a sujeira da pista contribuíram para que os pneus Michelin da categoria fossem fortemente desafiados, o que ainda prejudicou o uso do modo de ataque.

“Talvez eu tenha sido um pouco cauteloso demais [na ativação do primeiro modo de ataque], estava apenas pensando sobre o final da corrida”, admitiu Evans. “Com o segundo [modo ataque], eu estava esperando alcançar Vergne um pouco mais rápido, mas não consegui — estava difícil encontrar uma grande vantagem com o modo de ataque hoje por causa da limitação nos pneus traseiros”, explicou.

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Mitch Evans tomou a ponta apenas no fim e teve que suportar forte pressão para vencer em Jacarta (Foto: Jaguar)

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Evans repassou o momento em que decidiu partir para a ultrapassagem sobre Vergne, já no final da corrida. O neozelandês aproveitou bem a estratégia traçada pela Jaguar e ativou seus dois modos de ataque nos momentos certos, se colocando em posição de atacar o francês no fim. A manobra deu certo, e a tarefa passou a ser segurar a primeira posição até a linha de chegada.

“Eu estava conseguindo um ritmo muito bom depois do modo ataque e meio que surgi atrás dele, e em mais uma volta estava muito próximo”, relembrou. “E aí, optei pelo movimento na curva sete, disputa limpa. Depois disso, criei um pouco de espaço entre nós e esperava continuar assim, mas de repente, com algumas voltas para o fim, meus pneus traseiros despencaram”, lamentou.

Por fim, Vergne conseguiu se aproximar perigosamente de Evans na parte final do traçado, mas já era tarde para tentar um movimento de ultrapassagem. A força para alcançar o líder custou o resto de bateria que ainda havia no carro do francês, que viu Mortara — com 1% a mais de energia — tentar tomar o segundo lugar já na linha de chegada e sustentou a posição por muito pouco.

“Acho que aí ele se recuperou um pouco. E então, obviamente, ‘Edo’ [Mortara] estava colocando pressão nele, que veio na minha direção”, prosseguiu. “Por sorte, o nível de energia de todos nós era parecido, então isso foi uma grande vantagem na última volta”, finalizou Evans.

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