24/11/2018 07:52

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Marlenne Maria com Asis Wébio

fotos: Asis Webio/Rádio Pioneira

O evento foi realizado em virtude Semana da Consciência Negra. Sete palestrantes foram convidados para o evento iniciado na sexta-feira durante todo o dia e com Sarau no período noturno. “Este fórum vem no intuito de fazer o debate com a comunidade escolar da consciência negra. Por que se discute, por que ainda tem que se discutir este assunto e a importância dele no convívio social”, disse o diretor do CEFAPRO, Professor Antônio Marcos.

Ele lamentou que o tema ainda precise ser discutido no país. “Tudo foi organizado para que as pessoas entendessem o tema em discussão. Queríamos já ter superado esta questão, mas ainda precisamos discutir isto na Escola porque é uma realidade sobre a qual ainda precisamos fazer reflexões”, disse o diretor.

A Professora formadora de História, Adriana Germana organizou o evento junto com a equipe. Em entrevista à Rádio Pioneira ela afirmou que existem “racismos institucionalizados” no Brasil. “Os racismos institucionalizados são mais perversos do que os implementados individualmente na relação étnica com grupos diferentes. É triste para nós na educação ainda termos que discutir esta questão. O Brasil tem um aspecto de negar as desigualdades sociais. Quando comparamos os acessos aos bens culturais, por cor ou raça, percebemos que os grupos étnicos negros e afro descendentes tem menor participação no acesso a estes bens culturais”.

Para a professora, as pessoas só rompem seu preconceito com conhecimentos. “Principalmente com o conhecimento de histórias muitas vezes negada. Os livros didáticos valorizam a cultura eurocêntrica e muitas vezes a história dos Africanos que vieram para cá, suas lutas são colocadas de forma silenciada, não muito problematizada. Os alunos chegam na escola e fica buscando a resposta para se identificar com seu grupo étnico, com suas raízes africanas. Após a escravidão o negro não teve acesso. Ainda vemos hoje no pensamento brasileiro os negros lutando num lugar de exclusão porque não tem políticas afirmativas para corrigir estes acessos negados historicamente no Brasil. É papel da escola discutir esta história distorcida para romper preconceitos e reduzir a exclusão. Desde a colonização vemos estas desigualdades”, afirmou a professora.

Ela lembrou ainda que, depois de 3 ou 4 séculos de escravidão, os negros estão apenas a pouco mais de 130 anos buscando igualdade no Brasil.

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