09/11/2018 13:18

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Paulo César Desidério com Asis Wébio

Foto: Divulgação

Pet-shops da cidade em parceria com o Tangará Shopping Center realizam neste sábado (10) às 15 horas, a Cãominhada. O evento consiste em um passeio de proprietários e cachorros pelas principais vias do município e tem caráter beneficente. Diante das dificuldades enfrentadas pela Organização Não Governamental (ONG) Apatas, que lida diretamente com a causa animal na cidade, a contrapartida das inscrições será por meio de doação de 2 kg de ração. Toda a ração arrecadada será repassada para a entidade.

De acordo com o médico veterinário, Rafael Augusto Gomes, a atividade será divertida para todos os participantes.

“Vai ser um evento muito tranquilo, esperamos que dê muitas pessoas inscritas, vários animaizinhos diferentes, vários donos, porque além de ser uma boa ação vai ter uma parte de divertimento. Vai ter prêmios, as pessoas vão chegar lá e vai ter competição entre os animais, o animal mais bonito. Ainda não decidimos o que vai ser definido, só que também tem uma outra parte. Todos os animais que participarem desse evento vão estar recebendo doses de vermífugos que vão estar sendo administrados ou pelas nossas técnicas de enfermagem ou por nós mesmos que vamos estar acompanhando o evento até o fim”, afirmou.

Sobre as inscrições e a necessidade da Apatas, Rafael destaca que é de suma importância colaborar, uma vez que a entidade não possui recursos para se manter sozinha.
“O valor da inscrição em si são dois quilos de alimentos. Pode ser em ração ou em qualquer tipo de alimento destinados a pequenos animais, cães e gatos, que depois essa arrecadação toda, vamos estar destinando para ONG’s. Essas ONG’s que trabalham em Tangará, fazem ações e estão 24 horas buscando animaizinhos e muitas das vezes não têm recursos para conseguir mantê-los. Então, vai ser uma parte muito bacana que vai estar ligada a esse evento, o outro lado em que a gente arrecada os alimentos e consegue ajudar essas ONG’s”, destacou, ao lamentar o fato de que a causa animal fique sempre em segundo plano na maioria dos municípios brasileiros.

“Essa situação desses animais é uma realidade que não é só de Tangará. Por onde a gente passa, vê esses animais. Há uma certa falta de atenção, tanto das administrações das cidades, que não conseguem ter competência ou não têm recursos suficientes para conseguir resgatar esses animais. As ONG’s trabalham justamente nessa parte, aonde elas buscam esses animais e conseguem fazer esse bom trabalho desde o cuidado, animais que estão machucados, animais que estão em estado caquético, estado anoréxico. Eles conseguem fazer com que esses animais fiquem bem, achem donos, para conseguir resgatar esses animais e dar um lar para eles”, frisou.

Por fim, Rafael sugeriu união entre municípios, profissionais da área e entidades protetoras para que os casos de abandono sejam punidos e ainda mais bichos sejam resgatados.

“Acho que há muita falta de parceria da cidade em si, da organização da cidade, prefeitura e demais. Essas pessoas que lutam fazendo essa parte lutam sozinhas, dificilmente conseguem ajuda. Os veterinários estão olhando o outro lado, a parte boa desses projetos e estão conseguindo se unir, largando todas as diferenças de lado para conseguir fazer algo maior, algo que está além da vivência e da rotina profissional. Os bichinhos são os que menos tem culpa”, declarou, ao lamentar os atos de abandono contra cães e gatos que envelhecem ou adoecem.