07/11/2018 13:10

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Governador eleito, Mauro Mendes (DEM) defendeu nesta terça-feira (6) que o governo de Mato Grosso pague a Revisão Geral Anual (RGA) 2018 somente se tiver condições financeiras e pediu ao servidores que tenham responsabilidade, diante da situação econômica, quanto a possibilidade anunciada de greve.

Em nota técnica encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), a secretaria de Fazenda já admitiu que não pode pagar a reposição inflacionária aos servidores. O Executivo havia se comprometido a pagar os 4,19% da Revisão deste ano em duas parcelas: 2% em outubro e 2,19% em dezembro.

Diante do anúncio de que o pagamento pode não ser feito, os servidores ameaçaram entrar em greve a partir do dia 13. Porém, o Estado voltou atrás e disse que vai fazer o pagamento somente mediante o aval do TCE, que pode não ocorrer ou acontecer após o prazo estabelecido pelos servidores.

Para Mendes, é preciso que os servidores tenham responsabilidade, uma vez que as dificuldades financeiras existem em todos os setores. “Falta dinheiro para tudo. O Estado continua sem pagar saúde no interior, sem pagar fornecedores, paga em atraso os salários. Tem que ter responsabilidade de todos, saber que temos que economizar. Eu farei minha parte e espero que todos façam a sua, inclusive os próprios servidores precisam ter responsabilidade com o Estado, sob o ponto de vista de comprometer [o caixa] no médio e longo prazos”, disse.

Mendes afirmou ainda que os próprios servidores têm conhecimento da situação do Estado e que forçar o pagamento neste momento pode vir a prejudicar os próprios servidores no futuro, inclusive com possíveis atrasos salariais. Isto porque o Estado não vai ter condições de honrar os compromissos.

“A RGA pode e deve ser paga, desde que o Estado tenha condições para isso e os próprios servidores têm que saber se há ou não condição. Se não está conseguindo arrecadar em um mês aquilo que paga em um mês, como é que vai aumentar a despesa?”, questionou.

“A cada mês que passa vão ficando contas pra trás. Se aumentarmos mais ainda a despesa, vai ficar mais gente sem receber, inclusive o próprio servidor, o que já tem acontecido, e provavelmente com o aumento de despesa vamos ter uma piora desse cenário econômico”, completou.

Já sobre a possibilidade de greve, o governador eleito disse que se a paralisação se confirmar, vai prejudicar o Estado, pois as informações preliminares mostram “claramente” que o Estado hoje tem enorme dificuldade financeira e não tem condições de fazer nenhum tipo tipo de aumento de despesas.

“Se tiver greve, piora mais ainda a situação do Estado e pode comprometer mais ainda as finanças do Estado, agravando ainda mais o que já é crítico. A situação do Estado é absolutamente crítica. O que arrecada no mês não paga as contas do mês. O Estado deve para Deus e todo mundo e não pode aumentar mais ainda, nesse momento, essa despesa”, encerrou.