10/10/2018 13:31

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Rádio Pioneira com assessoria

Os empresários de Tangará da Serra estão em alerta com a ocorrência de casos de golpes aplicados por criminosos a partir de e-mails fraudulentos.

A Polícia Judiciária Civil já investiga o caso. A fraude, já aplicada em todo o país desde o ano passado, consiste na troca de um boleto original por um falso, emitido pelos estelionatários e encaminhado ao endereço eletrônico da vítima, que não desconfia da fraude por constar no boleto como cedente o nome do fornecedor com o qual mantém relações comerciais.

No e-mail fraudulento os golpistas informam que problemas operacionais no sistema de faturamento de notas fiscais da empresa (usando o nome do fornecedor) provocaram divergências no cálculo da alíquota de Cofins/PIS/IPI.

Para equalizar o erro, o falso solicitante pede para desconsiderar o boleto já enviado e considerar o que está em anexo, com o suposto valor correto. O boleto emitido segue os padrões normais, com informações do cedente. Os fraudadores utilizam o XML da nota fiscal eletrônica, copiando exatamente as letras e números do campo da duplicata. Assim, a vítima é induzida a efetuar o pagamento, que não cai na conta do fornecedor, e sim na do estelionatário. A indicação de desconto, o formato técnico da mensagem e o nome de uma empresa parceira também induzem a vítima ao erro.

Em Tangará da Serra, os bandidos utilizam o e-mail sender@srv315.info e a mensagem é assinada pelo departamento financeiro do suposto fornecedor, com nome de um funcionário fictício. Com valores baixos – ao redor de R$ 200,00 – os criminosos apostam na falta de atenção da vítima. Assim, para evitar o golpe, é importante que todo boleto recebido por e-mail seja checado junto ao fornecedor.

O golpe do boleto é aplicado em todo o país deixa desde o ano passado e já rendeu valores expressivos aos criminosos, mas também levou à prisão de uma quadrilha com base em Brasília.

Segundo informações levantadas pela Assessoria Especial, esse é mais um dos golpes cibernéticos proporcionados pelo uso descuidado da internet. Para o boleto ser clonado ou espelhado por hackers, basta a ação de vírus que se instala a partir de e-mails suspeitos ou redes sociais não seguras.

Outra possibilidade é o hackeamento de bancos de dados da fazenda pública, nas esferas municipal, estadual e federal, com os criminosos valendo-se de argumentos relacionados a tributos para convencimento das vítimas, como ocorre no golpe que está sendo aplicado em Tangará da Serra.