09/10/2018 13:20

Quantidade de visualizações: 244

Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Foto: Reprodução

O chefe do Cartório Eleitoral de Tangará da Serra, Luiz Gustavo Romko, avaliou de modo geral os trabalhos desenvolvidos durante o primeiro turno das eleições, ocorrido neste domingo (07), como positivos. O andamento da votação e a apuração dos votos transcorreram com tranquilidade, bem como o trabalho dos mesários.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tangará da Serra conta com 65.608 eleitores. Do total, 72,74% compareceu e os outros 27,26% se abstiveram. Romko lamentou o alto índice de ausências.

“De início é importante ressaltar que infelizmente, mais uma vez, o eleitorado de Tangará da Serra teve um comparecimento às urnas aquém do desejado, beirando 30% de ausência. Infelizmente, os eleitores de Tangará não têm comparecido às urnas numa quantidade que Tangará merece. Com 66 mil eleitores, apenas pouco mais de 40 mil compareceram, quase 30% de abstenção. Esse é um fato triste dessa eleição”, afirmou.

Ainda que a avaliação do domingo de votação tenha sido positiva, algumas dificuldades foram registradas. Uma delas foi a identificação biométrica, que ainda engatinha em todo o país.

“Nós tivemos a felicidade aqui que das quase 250 urnas da nossa zona eleitoral, apenas uma urna eleitoral foi trocada por defeito na sua bateria interna. Então, os trabalhos em relação às urnas foram bem tranquilos. Nós tivemos aqui em Tangará como em todo o Brasil, uma certa dificuldade quanto à votação biométrica, um pouco de demora para identificação biométrica, mas não foi uma questão relativa somente a Tangará. Os mesários estavam treinados, mas o treinamento indica que nós devemos tentar identificar pelo menos quatro vezes o eleitor para seguir. Se não der certo, ele passa para uma votação com base nos documentos, a votação tradicional. Houve um pouco de demora, mas não foi só em Tangará, foi no Brasil todo e o processo está sendo aperfeiçoado. Com o tempo, esse processo vai ficar cada vez mais rápido”, disse Romko.

Manuseio da urna, ordem de votação e quantidade de cargos a serem votados acabaram gerando pequenos transtornos e confundindo a cabeça de algumas pessoas, que chegaram a questionar a legitimidade do processo e a confiabilidade das urnas eletrônicas.

“Eram seis votos e muitas pessoas foram votar somente com um senador escolhido. Então, gerou muita demora, muita dificuldade desses eleitores quanto à questão de que se tentasse votar para o mesmo senador no segundo voto, a urna automaticamente anula o segundo voto. Alguns eleitores estavam um pouco desinformados quanto a essa questão, nós tivemos algumas dificuldades, alguns questionamentos, mas isso é normal, já estava previsto”, avaliou.

Por fim, o chefe do cartório frisou que alguns eleitores se exaltaram quanto aos possíveis problemas com as urnas, o que Romko creditou à polarização vivida no país, especialmente entre os principais candidatos à presidência. Alguns eleitores chegaram a registrar boletim de ocorrência na Delegacia. Entretanto, todo o processo foi acompanhado pelas autoridades competentes.

“Verificamos in loco, fomos até as sessões verificar essas denúncias e nós, a juíza eleitoral e o Ministério Público Eleitoral observamos e o que se verificou, não somente aqui em Tangará, mas em todo o Brasil, foram aqueles eleitores que votaram muito rápido no último voto para presidente, digitando o número em seguida a tecla confirma. Nesse caso, a urna encerra a votação automaticamente. Os eleitores votando muito rápido, distraídos ou nervosos, por algum motivo confirmaram logo em seguida a digitação do número e não gerava outra tela para se confirmar. Não é só nessa eleição. Em todas as eleições, eleitores com pouca instrução tiveram dificuldades com a votação e questionam a votação. Mas não houve nenhum incidente confirmado, todas as urnas trabalharam normalmente e a apuração transcorreu de maneira normal”, concluiu.