08/10/2018 13:24

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Eleito governador com o apoio de um grupo político que poderia levar três candidatos à Presidência da República à seu palanque, Mauro Mendes (DEM) revelou a jornalista que votou em Jair Bolsonaro (PSL) no 1º turno da disputa presidencial. O democrata, no entanto, disse que um posicionamento oficial sobre apoio na segunda etapa da eleição só será anunciado após diálogo com os membros da coligação formada em Mato Grosso. O 2º turno será disputado no dia 28, entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT).

“Política se faz em grupo, em conjunto. Eu vou conversar com meus aliados, com os partidos e, em 2 ou 3 dias, vamos ter esse posicionamento. Mas o meu voto eu falo: voltei em Jair Bolsonaro”, disse ainda no Centro de Eventos Pantanal, local onde foram totalizados os votos em Mato Grosso.

Entre os políticos mato-grossenses, quem também já tinha se posicionado a favor de Bolsonaro em um agora confirmado 2º turno foi o governador Pedro Taques (PSDB). O tucano, que perdeu a disputa à reeleição, já havia adiantado que, caso o candidato do seu partido, Geraldo Alckmin, não chegasse na segunda fase da disputa, estaria ao lado do candidato do PSL. “Eu não vou apoiar o PT, vou apoiar o Bolsonaro. Está decidido já”.

Tanto Taques quanto Mendes, chegaram a tentar “colar” suas campanha na de Bolsonaro ainda no 1º turno. O tucano, tinha Alckimin como candidato “oficial” e, embora o tucano tenha vindo a Mato Grosso na pré-campanha, sua presença quase não foi notada na candidatura de Taques.

E não é apenas entre os que disputaram cargo eletivo que o presidenciável do PSL fez sucesso. Outro apoio declarado a Jair Bolsonaro é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi (PP). O progressista decidiu declarar apoio só após o encerramento da votação, já que o PP disputou o cargo de vice na chapa de Alckmin, com a senadora Ana Amélia.

“Eu conversei com algumas lideranças e decidir declarar apoio ao Bolsonaro. Sua proposta econômica é a melhor para o Brasil, principalmente na agricultura”, argumentou Maggi.

‘Efeito Bolsonaro’

A “onda Bolsonaro” em todo o país fez, não só o candidato a presidente alcançar 46,04% dos votos válidos, mas também alavancou candidaturas do PSL e de seus apoiadores em todos os Estados brasileiro. No total, a legenda, até então considerada nanica, elegeu 51 deputados federais.

Em Mato Grosso, essa manifestação em favor de Bolsonaro levou a juíza aposentada Selma Arruda (PSL) ao Senado, com 678,5 mil votos, ficando em 1º lugar na disputa. Garantiu também a manutenção da vaga do partido na Câmara Federal, embora o deputado federal da legenda, Victório Galli não tenha sido eleito. Ele foi substituído por Nelson Barbudo, também o mais votado para o cargo, com 126,2 mil votos. A legenda conquistou ainda duas inéditas vagas na Assembleia Legislativa, com os futuros deputados estaduais Delegado Claudinei (PSL) e Silvio Favero (PSL).

Caso Bolsonaro seja eleito presidente, um crescimento ainda maior do partido não é descartado. Isso será possível, por exemplo, com a migração de lideranças para a legenda, como vereadores e prefeitos.

Jair Bolsonaro terminou o 1º turno com 60,04% dos votos válidos em Mato Grosso, um total de 981,119 mil votos. O 2º colocado, Fernando Haddad (PT), obteve 404,604 mil votos, menos da metade.