24/09/2018 13:28

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Paulo César Desidério com Asis Wébio

Fotos: Divulgação

O Posto Central de Tangará da Serra recebeu no último sábado (22) uma das ações da programação do Setembro Amarelo, o mês de prevenção ao suicídio. Trata-se da escutatória, atividade inédita no município que reuniu profissionais da área que se dispuseram a ouvir e dar encaminhamentos a pessoas que perceberam a necessidade de passar por acompanhamento psicológico.

A psicóloga Drª Thereza Érika, uma das mobilizadoras da campanha no município falou a respeito da campanha, que segue ao longo de todo o mês.

“O Setembro Amarelo é uma campanha muito importante de prevenção ao suicídio porque temos números muito preocupantes. Atualmente estima-se que no mundo todo 800 mil pessoas a 1 milhão percam a sua vida por morte autoprovocada e já há alguns anos uma previsão de que em 2020 2 milhões de pessoas podem chegar a suicidar. Então, em 2014, a Organização Mundial da Saúde criou o Setembro Amarelo com o objetivo de fazer várias ações em todo o mundo de prevenção ao suicídio”, disse.

Dentre as inúmeras causas que podem levar alguém a cometer suicídio, estão as doenças psicológicas, mas também fatores sociais.

“Pensando na parte psíquica, por vezes temos uma situação de transtorno psíquico como depressão, transtornos bipolares, esquizofrenias ou mesmo questões com uso abusivo de drogas que podem estar relacionadas a uma vulnerabilidade para o suicídio, mas não é só isso. Estudos apontam que sofrimento específico, alguma coisa que abata o sujeito, questões sociais, o desemprego tem sido associado ao suicídio, nos países mais pobres as taxas de suicídio são maiores. Então, quando a gente pensa na campanha do Setembro Amarelo, a gente tem que pensar em questões que são singulares, individuais, mas especialmente em questões socioculturais também, bem como as políticas públicas de saúde, os serviços de saúde e a capacitação dos profissionais para atender esse tipo de demanda”, pontuou.

Thereza ressalta que ao longo do ano o Centro de Acompanhamento Psicológico (CAPS) costuma receber pacientes o ano inteiro. No entanto, durante a campanha, a intensificação do fluxo de atendimentos cresce naturalmente.

“É bastante comum, independente da campanha, a gente receber pessoas que tem comportamento suicida, seja com pensamentos, com planos, como receber pessoas que vem de tentativas e que por vezes vem do serviço de emergência, no caso o hospital. Quando a gente faz a campanha, as pessoas buscam mais o serviço porque ouvem mais falar sobre esse tipo de problema”, ressalta, ao reforçar a importância de todas as ações da campanha, em especial a inédita realizada no último sábado.

“É muito importante falar do assunto para que as pessoas tenham informação, consigam identificar que elas têm uma situação que requer um cuidado especializado e buscar os serviços. As campanhas só têm sentido se elas divulgam serviços e se elas levam as discussões que fazem melhorar o que a gente já tem. A escutatória por exemplo é uma iniciativa inspirada em alguns projetos e serviços que existem em alguns lugares do país, especialmente cidades maiores, que ofertam atendimentos psicológicos, psicanálise gratuitamente. É nesse viés, nessa ideia que estivemos efetivando e realizando essa ação, para que todas as pessoas possam procurar”, concluiu.

Ação inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro AmareloAção inédita, escutatória é sucesso dentro da programação do Setembro Amarelo