22/09/2018 07:39

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Paulo César Desidério com Asis Wébio

Foto: Governo de Mato Grosso

Em setembro de 2017, o curso superior de jornalismo chegou a Tangará da Serra, por meio da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), que realizou transferência da oferta que era feita anteriormente no município de Alto Araguaia. De lá para cá, um ano já se passou e três turmas ingressaram por meio das duas vias de acesso, o vestibular Unemat e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo a coordenadora do curso, Marli Barbosa, a graduação em jornalismo tem muito a colaborar não apenas com a cidade de Tangará da Serra como para toda a região.

“O curso de jornalismo chegou na Unemat de Tangará da Serra para ficar, para contribuir com o mercado e com o crescimento acadêmico na área. Nós temos duas entradas na Unemat. Uma no início do ano que é via Enem, a opção já foi feita para aqueles que se inscreveram no Enem 2018 para a entrada de 2019/1; e nós temos em maio de 2019 a realização do vestibular local para a entrada no segundo semestre. Então, são duas oportunidades de fazer jornalismo na Unemat”, afirmou.

O acadêmico José Henrique Kautzmann destacou que a realidade encontrada no curso é bem diferente da que esperava antes de ingressar. Ele acreditava que a abordagem dos conteúdos e temáticas seriam mais tecnicistas. No entanto, o curso aponta um olhar mais humano em relação à forma de se fazer jornalismo.

“A gente aprende que as coisas no jornalismo não devem ser colocadas ao acaso. A gente deve pensar o enquadramento de uma foto, a gente tem aprendido questões de fotografia, as questões de entrevistas, como escrever uma redação. Acredito que de certa forma o curso está sendo muito positivo, que vai ser muito bom para a cidade quando a primeira turma se formar e todas as outras que ingressarão e continuarão ingressando, enfim, é um curso que veio a calhar muito em nosso município. Eu acho que Tangará da Serra merece esse curso e a nossa população deve abraçar a causa e lutarmos, tanto nós acadêmicos quanto os professores, para manter esse curso na nossa cidade e na nossa região para nos qualificarmos cada vez mais e oferecer um jornalismo de boa qualidade para a nossa população, para o nosso estado”, avaliou.

Aliar prática à teoria é um dos desafios que o curso impõe. Em horários alternativos, acadêmicos podem ser vistos fazendo registros fotográficos em diversos pontos da cidade. A coordenadora Marli Barbosa reforça que ir a campo exercitar a prática é de suma importância para o aprendizado dos futuros jornalistas de Tangará da Serra.

“Fazer jornalismo não é ficar na academia apenas discutindo teorias. Fazer jornalismo é fazer práxis. Práxis é conhecimento teórico e prática profissional. Então, os nossos estudantes, além das aulas na academia, eles têm experienciação de atividades práticas de campo. Cada disciplina, reportagem, fotojornalismo, telejornalismo e radiojornalismo, elas vão sair em algum momento para um espaço fora da universidade. Ou seja, elas vão chegar até a população que nos verá pela cidade”, disse.

Parte do corpo docente ainda virá aos poucos de Alto Araguaia para Tangará da Serra. Do ponto de vista estrutural, duas salas estão sendo construídas. Elas serão utilizadas como laboratórios, que vão ser futuramente equipados, a fim de que seja oferecido suporte ainda maior aos acadêmicos do curso em sua formação profissional.