20/09/2018 07:23

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Marlenne Maria com Gilvan Melo

Fotos: reprodução.

A vacina está disponível nas Unidades de Saúde de todo o país e tem sido incentivada pelo Ministério da Saúde. O objetivo é prevenir contra o câncer, coisa que parecia impossível, mas agora é real para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos de idade.

A vacina contra o HPV protege do vírus que, em cerca de 40% dos casos, evolui para diferentes tipos de câncer como o de colo de útero, vulva, pênis, ânus e cabeça e pescoço –partes do corpo expostas à Infecções Sexualmente Transmissíveis. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, fala da eficácia da imunização contra esses tipos de câncer.

Os dados ainda são preocupantes, entretanto. Mais da metade dos brasileiros entre 16 e 25 anos tem o vírus do HPV - doença com alto risco de desenvolvimento de vários tipos de câncer. Mesmo que a doença não evolua para o câncer, o vírus causa lesões que podem ter impacto até mesmo na autoestima – as verrugas.

Consequências que podem ser evitadas pela vacinação, como afirma a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues. “As pessoas que tem verrugas genitais sérias elas acabam ficando introvertidas. Elas não querem mais namorar, elas ficam com problemas de saúde e com sua autoestima prejudicada. Nós podemos eliminar essas doenças do nosso território e nós não estamos vacinando. Qual é o medo que nós temos de achar que vacina vai fazer mal para a saúde? ”, indaga.

As autoridades de saúde alertam, entretanto, que o adolescente só fica completamente protegido depois de duas doses da vacina com intervalo de seis meses entre elas.

Em Tangará da Serra

A vacinação contra o HPV consta na rotina de aplicações nas unidades básicas de saúde, de acordo com o Secretário Municipal. Segundo ele, os números em Tangará da Serra estão dentro do recomendável. “Está na rotina. Já vacinamos cerca de 2.282 adolescentes naquela faixa etária. Estamos dentro das nossas metas, então não haverá necessidade de fazer uma campanha”, explicou Itamar Martins Bonfim.

Quem quiser mais informações pode acessar o site do Ministério da Saúde.