11/09/2018 13:52

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Marlenne Maria com Gilvan Melo

Fotos: Gilvan Melo/Rádio Pioneira

No dia 29 de agosto foi comemorado, no Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data instituída foi em 1986 pela lei nº 7488, criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo o ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial.

Em Tangará da Serra a Secretaria Municipal de Saúde se empenha em avançar com programas de acompanhamento para quem deseja deixar o vício do cigarro. Em visita ao Posto de Saúde da Vila Esmeralda, a reportagem da Rádio Pioneira ouviu a servidora Luciléia Rodrigues para saber mais sobre o programa. “Vemos que a cada ano no Brasil a população passa a enxergar melhor o problema que é o tabagismo, o cigarro na vida das pessoas e os males que vem causando nas famílias também. O Ministério da Saúde vem estimulando os servidores nas unidades básicas da saúde a trabalhar mais com os processos para deixar de fumar. Isto já acontece desde 2012, mas agora os profissionais também têm maior capacitação e orientação”, explicou ela.

Nas unidades onde o programa já está funcionando em Tangará da Serra, as equipes são multifuncionais e visam orientação e acompanhamento dos pacientes. Na região da grande Esmeralda, nas unidades de saúde do Parque Figueira e da Vila Esmeralda já há grupos em andamento. “Já tivemos um grupo no início do ano aqui da Vila Esmeralda. São sempre grupos pequenos para que possamos ter uma melhor qualidade no atendimento. Os grupos de trabalho são formados pelos agentes comunitários, enfermeiro e médico das unidades. Mas, entendendo que todo trabalho e precisamos deixar claro para a população, porque as pessoas imaginam que é somente colocar adesivo ou tomar medicamento, mas não é só isso. Temos pessoas que por outros meios compram medicamentos e usam adesivos e não conseguem parar de fumar. Mas, é preciso fazer todo um acompanhamento deste uso. Nosso trabalho consiste em orientação de grupo, onde correlacionamos experiências de quem já parou com quem quer parar. Falamos das dificuldades, das dores de abstinência e agregamos terapias complementares. Usamos hoje a auriculoterapia para melhora r a ansiedade e problemas gastrointestinais ou respiratórios dos primeiros dias”, explica Luciléia.

Em torno de 40 pessoas estão atualmente em tratamento em Tangará da Serra e outras15 que já pararam de fumar. O maior volume de pessoas é atendido na Clínica da Família onde em torno de 15 pessoas são atendidas regularmente por um período de pelo menos 30 dias. Este trabalho tem sido realizado desde maio de acordo com a servidora. “Mais quatro meses são necessários para manutenção para que estas pessoas não voltem a fumar. Temos uma fila grande e isso é bom porque muita gente quer parar de fumar. Mas, pedimos um pouco de paciência porque o trabalho é sério. Às vezes demoramos um pouco para chamar quem está na fila, porque precisamos dar atenção total e acompanhamento para aquelas pessoas”.

Luciléia destaca que o objetivo do programa não é chamar a população e entregar medicamentos e adesivos. “Porque aí não precisaria do grupo. Mas, já percebemos que sem o acompanhamento é ineficaz. O que vale a pena é o trabalho feito nas 3ªs e 5ªs na Clínica da Família e em diversas unidades onde o trabalho acontece. Quem quer parar de fumar busque orientação nas unidades mais próximas”.

Ela ressaltou ainda que mais importante do que a família ou algum conhecido querer que o fumante largue o cigarro, é o próprio tabagista querer para que haja sucesso com o programa.

​Unidades de saúde de Tangará conseguem bons resultados no combate ao tabagismo​Unidades de saúde de Tangará conseguem bons resultados no combate ao tabagismo