09/08/2018 10:49

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Um atropelamento foi registrado na faixa da Avenida Tancredo Neves nesta quarta-feira (08) em uma faixa de pedestres localizada próximo a Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra (Acits). O fato deixou a vítima com ferimentos na perna. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender a ocorrência.

De acordo com o condutor-socorrista do Samu, Roosevelt Gomes, o local está ficando marcado por ser o cenário de diversos acidentes nas últimas semanas. A vítima foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA 24 Horas).

“Foi um atropelamento, porém, quando chegamos lá a vítima encontrava-se consciente, orientada, com escoriações na perna. Fizemos a primeira avaliação, mobilizamos, colocamos em prancha rígida e fizemos a medicação sob orientação da regulação médica e conduzimos até a UPA”, afirmou, ao reforçar que os pedestres precisam atender a um fundamento básico do trânsito, conhecido como ‘ver e ser visto’.
“O que nos acende o sinal de alerta é que naquela faixa vem acontecendo periodicamente acidentes, na realidade não por falta de atenção do pedestre, mas pelo pedestre achar que ele tem mais prioridade que um carro. O pedestre só tem prioridade a partir do momento em que ele é visto. Se ele não é visto, não tem como você ter prioridade. Então, não é chegar e ir entrando na faixa de pedestre como comumente nós vemos”, afirmou.

Um fato que tem chamado a atenção em Tangará além do índice alto de acidentes é a falta de respeito em relação aos veículos de emergência, que possuem preferência nas vias. Roosevelt lembra que os motoristas necessitam abrir caminho para as ambulâncias e que cabe aos pedestres conscientização em relação a essa passagem. O condutor-socorrista pediu o respeito de todos.

“Alguns pedestres não respeitam nem as ambulâncias e os veículos de emergência, independente de estarem com sinais sonoros ou somente com os intermitentes ligados, que acho que já é mais que o suficiente. Um carro comum quando dá seta tem uma lâmpada piscando e as pessoas entendem e respeitam se ele vai parar ou fazer uma conversão. Uma ambulância que tem mais de dez intermitentes piscando, não é possível que a pessoa não compreenda. Então, acho que a população tem que ter um pouquinho mais de atenção, ficar atenta e respeitar mais essas sinalizações, independente de estar com o sinal sonoro ligado. Infelizmente tem alguns que nem com sinais sonoros ligados eles respeitam. Então, fica aí um alerta à população para não ser amanhã ou depois mais uma vítima que estaremos resgatar da pior forma possível”, concluiu.