08/08/2018 14:12

Quantidade de visualizações: 426

Marlenne Maria com Gilvan Melo

Foto: Shutterstock

As doenças cardiovasculares são na atualidade a principal causa de morte no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas dessas doenças, sendo que, no Brasil, em 30% dos casos, o ataque cardíaco é fatal. Por esse motivo, foi instituída no país, no dia 08 de agosto, a significativa data de Combate ao Colesterol, com o intuito de conscientizar a população sobre os fatores que causam a doença, os riscos e as melhores formas de prevenção.

Existem três tipos de colesterol, mas, geralmente, os médicos trabalham com os dois principais: HDL e LDL, que são o ‘bom’ e o ‘mau’ colesterol. A sigla LDL vem do inglês (low density lipoprotein) e significa lipoproteína de baixa densidade, que caracteriza o colesterol ruim, e mais propenso a desenvolver doenças. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 61,5% dos brasileiros têm colesterol elevado, e apesar da substância ser essencial para o funcionamento do organismo, os índices devem ser mantidos controlados.

O médico Dr. Nelson Luiz da Cruz Júnior, Clínico Geral e integrante da equipe do SAMU de Tangará da Serra, alerta que a partir dos 35 anos é bom acompanhar as taxas, pelo menos anualmente, sobretudo quem apresenta obesidade.

Em entrevista à Rádio Pioneira o médico explicou que 65% dos adultos hoje tem sobrepeso ou estão obesos. “Principalmente para estas pessoas é bom estar a par das taxas para tomar medidas e não esperar que aconteça algo mais importante”, disse.

Dr. Nelson explica que a alteração das taxas de colesterol e triglicerídeos recebe atenção importante, tanto da clínica médica em geral, como da cardiologia mais especificamente. “Isto no sentido de que é percursora de doenças cardiovasculares e estas são importante causa de mortalidade na população. O colesterol atua nas frações HDL e LDL como formadores da placa de aterosclerose, o que pode ocasionar, a depender do vaso acometido, infartos, AVCs, com repercussões clínicas para quem as sofre”, explica o médico.

Ele relata que o colesterol LDL trabalha na oxidação e formação de placas e o HDL leva gordura para o fígado para ser eliminado. “As pessoas precisam se preocupar, porque os desfechos às vezes são trágicos. E hoje, temos hábitos alimentares ricos em gorduras saturadas sobretudo. Fica a dica para a população cuidar da alimentação, que pode aumentar triglicerídeos e o colesterol”.

Ainda segundo o médico, às vezes a doença vem de forma hereditária. “Nestes casos, é responsável por 10 % das doenças cardiovasculares. No geral, entretanto, a maioria dos casos não envolve casos genéticos hereditários, mas sim estilo de vida inadequado”.

Fatores de risco e prevenção

Grande parte das doenças ocasionadas pelo colesterol alto são provenientes de hábitos não-saudáveis, como o consumo de alimentos com excesso de sal, o sedentarismo, o tabagismo e a grande quantidade de ingestão de álcool.

Autoridades da saúde orientam que é possível manter o equilíbrio entre o bom e o mau colesterol. Entre as medidas a serem adotadas está a redução da ingestão de produtos industrializados, com gorduras trans e gordura hidrogenada, como bolachas recheadas, fastfoods, batatinhas chips e principalmente açúcar branco como balas, bombons e chicletes. Alguns alimentos ajudam a estimular o colesterol HDL e a inibir o LDL, como abacate, cacau (chocolate 70%), amêndoas, nozes, azeite de oliva extra virgem, chia, linhaça, entre outros.

Para prevenir as doenças cardiovasculares a partir de uma dieta balanceada, alguns alimentos são apontados como ideais. Além de evitar comidas industrializadas e frituras pode-se aumentar o consumo de outras variedades de alimentos como amêndoas e nozes, alho e cebola, frutas cítricas como acerola, morango, laranja e limão e folhas escuras como espinafre e couve. Também, é possível substituir o óleo por azeite de oliva extra virgem, além de focar no consumo de mais peixes do que carne vermelha.

Há também estudos que comprovam que apenas 30 minutos de atividade física diária ajudaria a prevenir boa parte das doenças.(Com informações Assessoria Shutterstock).