02/08/2018 13:16

Quantidade de visualizações: 243

Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Desde as últimas semanas, o tangaraense já começou a sentir o ar mais seco, típico neste período do ano, principalmente no cerrado do centro-oeste brasileiro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que a umidade ideal varie entre 50% e 80%. Por enquanto, a média na região de Tangará da Serra ainda varia entre 50% e 60% conforme dados do portal Climatempo. Porém, a tendência é que ela caia ainda mais nos meses de agosto e setembro.

Com as temperaturas altamente quentes e o clima mais árido, a população passa a sofrer com problemas respiratórios e até mesmo doenças que inspirem maiores cuidados. A Rádio Pioneira conversou com o médico Lidioney Siqueira, que falou sobre as consequências sentidas pelo homem neste período.

“Nesses últimos dias onde temos vivido um período com baixa umidade do ar, onde todos tem observado muita poeira, muita fumaça, queimadas urbanas, um calor intenso, uma variação de temperatura em que à noite faz frio. Todos esses fatores juntos fazem com que o nosso organismo sofra bastante para manter um funcionamento adequado, normal, sem nenhum problema. O nosso sistema respiratório precisa de um ar de qualidade para respirar e mesmo quando o ar oferecido não é de qualidade, o organismo tem que lançar mão de algumas medidas para que nós possamos respirar com o mínimo dano possível”, afirmou.
O médico alerta que crianças e idosos são os grupos que precisam de maior atenção, devido a maior vulnerabilidade que possuem na imunidade. Siqueira destacou cuidados que devem ser tomados para que sejam evitadas maiores complicações.
“É imprescindível nessa época do ano que o cuidado seja redobrado sobre as crianças e idosos, pois são esses grupos que desidratam com maior facilidade e dessa forma estão sujeitos a adquirir doenças que são típicas dessa época do ano, principalmente as infecções respiratórias. Nos últimos dias nós ouvimos falar muito sobre a gripe, uma busca desenfreada pela vacina que foi procurada por muita gente, e agora, além da gripe, as infecções respiratórias. Sinusite, infecção de garganta, pneumonia. Ou seja, os prontos-socorros estão lotados de pessoas que estão procurando porque não tomam uma medida simples que são usar umidificador, uma toalha molhada na cabeceira da cama, uma bacia no quarto, molhar o chão, evitar varredura seca em casa, queimadas urbanas e tomar bastante água, evitando assim exposição ao sol”, frisou.

Sarampo

Embora não esteja totalmente relacionada com o clima seco, outra doença a qual todos devem estar atentos é o sarampo. Transmitida por vírus, sua propagação se torna mais fácil. Casos recentes tem sido registrado pelo país após muito tempo livre de confirmações. Um deles, inclusive, foi confirmado no município de Campo Novo do Parecis. Já há estados brasileiros com surtos confirmados.

Embora a doença seja altamente contagiosa, ela é passível de combate por meio de vacinação, disponível em postos de saúde de todo o país.
“Os mais antigos conhecem, lembram bem do sarampo, aquela doença que dá manchas vermelhas na pele, que há muito tempo não ouvíamos falar, inclusive os jovens não ouviram falar disso, muitos médicos mais jovens não conheceram o sarampo. Porém, apareceram nos últimos dias alguns novos casos. O importante é que a vacina é oferecida no posto de saúde a todos”, salienta, ao destacar que crianças com vacinação em dia e adultos até os 49 anos de idade podem fazer a vacinação contra a doença”, concluiu.