31/07/2018 13:50

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Fotos: Gilvan Melo/ Rádio Pioneira

O Ministério da Saúde divulgou na semana passada os dados referentes ao último boletim epidemiológico. Os números mostraram que tem ocorrido um aumento de casos em todo o Brasil e Mato Grosso é líder da lista dos estados com alto risco de transmissão da Febre Chikungunya no país, uma das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti. Para se ter ideia, no ano passado, 83 casos foram notificados a cada 100 mil habitantes no estado. Neste ano, de janeiro a junho, o número para cada 100 mil chegou a 380.

Em Tangará da Serra, segundo o secretário municipal de saúde, Itamar Bomfim, as estatísticas também tiveram crescimento se forem levados em conta os anos de 2018 e 2017. Os números no município, tanto de casos notificados, quanto de confirmados, mais que dobraram.

“Aqui em Tangará da Serra a gente ainda está um pouco tranquilo com essa questão, mas houve já um aumento da incidência de casos, considerando os anos de 2017 e 2018. Graças a Deus a gente não teve nenhum óbito confirmado por Chikungunya nesses dois anos, mas em 2017 nós tivemos 30 casos notificados com 22 casos confirmados e no ano de 2018. Já aqui finalizando o mês de julho, nós temos 65 casos notificados, destes, 52 confirmados”, aponta Itamar Bomfim.

Embora estejamos em período de seca, a atenção em relação aos possíveis focos do mosquito deve ser redobrada. O secretário pede que a população esteja vigilante e tenha consciência em relação a limpeza de terrenos.

“Então, a gente faz um alerta para toda a população que possa cada vez mais estar vigilante dentro de sua residência com água parada, no seu quintal estar verificando lixo e esses reservatórios que acumulam água. O Aedes Aegypti transmite Chikungunya, Zika e Dengue, então é um inimigo feroz que a gente precisa combater. O melhor é estar vigilante para que não venha a proliferar nas residências”, afirmou.

As equipes da secretaria de saúde atuam no combate ao mosquito. O setor de endemias, por meio da vigilância ambiental realiza visitas periodicamente nas residências, prédios e terrenos em todas as regiões da cidade. Os estabelecimentos comerciais também são vistoriados constantemente.

“A gente tem trabalhado bastante essa questão aqui em Tangará da Serra. Temos feito um trabalho com a Vigilância Ambiental muito bom. Temos seis ciclos de visitas domiciliares para observar toda a residência, todo o quintal e nesse ano de 2018 estamos trabalhando acima de 80% dessas visitas. Um exemplo é que se um município tem 100 mil imóveis, mais de 80.000 imóveis estão sendo visitados a cada ciclo de 60 dias. Então, é um dado muito importante, um trabalho muito legal que a vigilância ambiental vem fazendo. A gente dá uma ênfase especial na questão do combate ao foco, que são os pontos estratégicos. Borracharias, ferros-velhos, oficinas mecânicas, a nossa equipe está sempre vigilante, passando além das informações dessa vistoria, a gente também faz o trabalho de borrifação para eliminar o mosquito na fase adulta”, destaca Itamar.

A preocupação da secretaria de saúde não se restringe apenas a Chikungunya, mas também a outras doenças causadas pelo Aedes Aegypiti, como o zika vírus e a dengue.

“Quando se dá um aumento de casos é porque a nossa vigilância tem trabalhado, não tem deixado escapar nada. Quando aparecem os sintomas, tanto a rede pública, quanto a rede privada, numa parceria inédita aqui no Mato Grosso, todos os casos suspeitos são notificados. Depois a gente vai, colhe material, manda para o laboratório para vir a confirmação. De 65 casos, 52 foram confirmados. Então, isso alia o trabalho da vigilância ambiental no combate e o trabalho da vigilância epidemiológica em notificar e apurar todos esses dados para que a gente possa cada vez mais ter informações e subsídios para que possamos trabalhar”, concluiu.