26/07/2018 13:32

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Dia 28 de julho é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial de Combate às hepatites virais. Em Tangará da Serra, a Secretaria Municipal de Saúde realizará um Dia D, que consistirá num mutirão marcado para acontecer já nesta sexta-feira, dia 27, como forma de orientar as pessoas em relação a combate e possíveis tratamentos desses tipos de doença.

Segundo Márcia Souza, nutricionista do CTA/SAE e do setor de Atenção Básica do município, as hepatites agem silenciosamente no organismo. A transmissão pode acontecer por meio de relação sexual sem preservativo, bem como por uso compartilhado de qualquer objeto perfuro cortante. As orientações começam a partir das 08h00 e vão até as 16h00, na praça da antiga prefeitura, onde testes rápidos poderão ser realizados pela equipe do CTA/SAE.

“Na sexta-feira, estaremos realizando o mutirão, o Dia D, onde estaremos oferecendo os testes rápidos tanto para hepatite B, quanto para hepatite C, e também os de HIV e sífilis. Estaremos lá na praça da antiga prefeitura, onde hoje funciona o Sine e a gente vai estar das 8 da manhã até as 16 horas realizando esses testes. Para realizar esses testes, não precisa estar em jejum. A pessoa pode estar levando o cartão do SUS e um documento com foto para poder sair o laudo com o resultado desses testes. Qualquer tipo de alteração nesses exames, a gente encaminha para fazer novos exames para verificar se realmente é portador da doença e iniciar o tratamento. O tratamento é feito de forma gratuita através do SUS e é feito no CTA/SAE”, explica Márcia, ao destacar que as formas de prevenção serão repassadas à população.

“Além dos testes rápidos, também serão ofertadas orientações sobre a forma de prevenir essas doenças e também a vacinação contra hepatite B. A única dessas hepatites que são transmitidas pelo sangue ou por relação sexual, que existe uma vacina, é a hepatite B. Se a pessoa tomar a vacina, as três doses de maneira correta, ela vai ficar imunizada e vai ficar protegida contra a hepatite B”, completa.

No Brasil, as hepatites A, B e C acabam por confundir a população, que fica em dúvida sobre as diferenças existentes nas tipologias da doença. Márcia explica que a principal distinção em relação a hepatite A é a transmissão, que ocorre por meio da ingestão de alimentos ou água contaminada. Nesta tipologia, as pessoas apresentam sintomas de forma mais rápida e acabam procurando tratamento. No caso das hepatites B e C, a ação silenciosa é o que acende alerta maior.

“As hepatites B e C são doenças silenciosas. A pessoa pode pegar o vírus, esse vírus vai deixando o fígado doente, sem que a pessoa tenha sintomas. Então, a pessoa acaba não procurando o médico justamente por não estar sentindo nada. É aí que está o perigo, porque de maneira silenciosa vai danificando o fígado e quando a pessoa vai ter algum sintoma, quando procura só porque está sentindo alguma coisa, o fígado já está bem doente, bem danificado e a melhora no tratamento já não é tão boa quanto quando a gente faz o diagnóstico o mais cedo possível. Então, se a pessoa tiver a hepatite B e C, faz um tratamento, tem um controle, ela vai ter melhora na qualidade de vida”, detalhou.

Márcia reforça que como qualquer doença, o quanto antes for feito diagnóstico e tratamento, mais rápida a reabilitação da saúde de quem contraiu.

“Qualquer doença quando ela é tratada, diagnosticada no início, a gente tem uma melhora nessa qualidade no tratamento. É lógico que se chegar uma pessoa que a doença já está um pouco mais evoluída ela vai ter uma melhora, mas quanto mais cedo a pessoa procurar o diagnóstico para iniciar o tratamento, é muito melhor”, concluiu.