23/07/2018 13:14

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Rádio Pioneira com Diário de Cuiabá

Foto: reprodução.

Neste ano, Mato Grosso notificou seis casos suspeitos de sarampo. Do total, quatro em Guarantã do Norte, um em Jaciara e outro em Campo Novo do Parecis. Todos ainda aguardam confirmação laboratorial e para evitar novos registros da doença bem como a reintrodução da poliomielite, será realizada de 6 a 31 de agosto próximo.

De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. No entanto, os casos estão relacionados à importação. Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

Em todo o país, 11.213.278 crianças devem receber as doses que protegem contra os dois agravos. O dia “D” de mobilização nacional será no dia 18 de agosto. Gerente de Vigilância em Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT), Thiago Nunes Rondon informa que a meta mínima a ser alcançada corresponde a 95% de cobertura vacinal.

Para tanto, o estado já recebeu 100% dos lotes de vacinas contra a poliomielite e 50% dos lotes de vacinas da tríplice viral, que imuniza contra o sarampo e também contra caxumba e rubéola. Rondon informa que a Ses/MT já está encaminhando aos Escritórios Regionais de Saúde (ERS) os lotes que já chegaram e a expectativa é de que outros 50% que ainda faltam cheguem na próxima semana de forma que todos os postos de saúde estejam abastecidos antes do dia 6 de agosto.

A campanha visa manter elevada cobertura vacinal contra a poliomielite nos municípios, evitando a reintrodução do vírus, e vacinar os menores de cinco anos de idade contra o sarampo e a rubéola para manter o estado de eliminação dessas doenças no país.

Rondon reforça para a importância dos pais e responsáveis no processo de manutenção da eliminação dessas doenças e, que para isso, devem comparecer aos serviços de vacinação com suas as crianças, levando a caderneta de vacinação para avaliação e registro.

As campanhas contra poliomielite tiveram início em 1980, sendo que desde 1990 o país é considerado livre da doença. Com relação às campanhas contra o sarampo, são realizadas desde 1995, com a vacinação de população-alvo específica que, na grande maioria das vezes, abrange as crianças de um a quatro anos de idade.

Este ano a campanha contra o sarampo será realizada de forma indiscriminada em todas as 27 Unidades Federadas e seus respectivos municípios, com exceção dos estados de Roraima e Rondônia e de Manaus (AM), devido à antecipação em decorrência da detecção de casos ocorridos em 2018.

O Ministério da Saúde oferta gratuitamente para todos os estados do país as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e a tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela). As vacinas fazem parte do calendário nacional de vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúde em todo o país.

“É importante ressaltar que não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que as ações para controle do surto da doença, como bloqueio vacinal, nas localidades acometidas por casos de sarampo estão sendo realizadas com rigor. Neste momento, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação das crianças, público mais suscetível à doença”, frisa.

Entretanto, adultos não vacinados devem receber a vacina prioritariamente em locais onde há surto da doença, como em Roraima e Manaus. Pessoas que já completaram o esquema, conforme preconizado para sua faixa etária, não precisam novamente receber a vacina.

O QUE SÃO

A poliomielite, de acordo com informe do Ministério da Saúde, é uma doença infectocontagiosa, caracterizada por um qua­dro de paralisia que acomete em geral os membros inferiores. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do vírus.

O sarampo também é uma doença infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após.