03/07/2018 15:18

Quantidade de visualizações: 209

Paulo César Desidério com Gilvan Melo

No mês de julho de 2008, o Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (Samu) começava a atender no município de Tangará da Serra em caráter experimental. Em decorrência do desenvolvimento populacional da cidade, a demanda passou a ser indispensável e a corporação se instalou oficialmente no município no dia 13 de agosto daquele ano.

O atual coordenador do Samu em Tangará da Serra, Paulo Righetto, avalia como importantíssima a instalação da corporação que completa 10 anos na cidade.

“Os programas do Ministério da Saúde têm a particularidade de ter de estar em funcionamento para posteriormente serem habilitados e receberem os recursos. Em Tangará da Serra aconteceu da seguinte maneira: entre junho e julho o Samu começou a operacionalidade com o projeto e a administração municipal, onde iniciou-se o serviço, os primeiros atendimentos e no dia 13 de agosto de 2008, foi publicado no diário oficial a portaria que habilitava a Central de Regulação e as suas unidades móveis de atendimento. Essa habilitação se fazia, onde viriam os recursos para custeio, reformas, renovação de frotas, e etc”, disse o coordenador.
Tangará da Serra foi a primeira cidade da região a ter uma unidade de atendimento do Samu. Alguns serviços emergenciais de municípios vizinhos são regulados pelo Samu de Tangará.
“No momento, nós temos o município de Campo Novo do Parecis e o município de Sapezal sob a nossa regulação. Eles compõem a nossa central de regulação com a nossa orientação médica, dos nossos telefonistas e radio-operadores, porém, eles têm o custeio e a administração por parte do município onde se encontram esses veículos. Nós tínhamos a regulação de Nova Olímpia onde infelizmente, por motivos particulares, o prefeito municipal entendeu que não se faz necessário o uso do Samu lá, e o município da Barra do Bugres tem pleiteado junto ao Ministério da Saúde a aquisição de um veículo para que eles possam montar uma equipe e se juntarem a nós nesse serviço na região”, afirmou.

Dentre os 141 municípios do estado de Mato Grosso, 14 tem até um veículo de urgência e emergência do Samu, número que equivale a 10% de municípios que recebem esta cobertura, reforçando a importância do serviço. Atualmente, o Samu em Tangará funciona por meio de um programa federal, onde o financiamento é tripartite.
“A união é responsável por 50% do financiamento, o estado por 25% e o município pelos outros 25%. A união tem sido bastante religiosa com os pagamentos aos finais de mês, todos corretos. O estado, assim como todos os outros programas, obras ou ações, a gente vem com aquela falha, com irresponsabilidade por falta de pagamento. Hoje nós continuamos com atraso nas parcelas, eles atrasam um mês, dois e depois pagam fracionado. Temos de anos anteriores onde já utilizamos a mídia para dizer, eles fizeram o acerto do ano corrente, mas deixaram valores de anos pregressos e agora continuam com o atraso, ficando o município de Tangará da Serra com mais de 25% de pagamento”, pontuou Righetto, ao lembrar que o município é responsável pela folha de pagamento, manutenção e administração dos valores.

O coordenador agradeceu à união e gestão municipal pelo empenho para manter o Samu em pleno funcionamento na cidade de Tangará da Serra. Em 2018, há a expectativa de que o Samu receba ainda mais quatro veículos.

“Nós temos um serviço prestado, um volume significante de atendimentos, temos tido altos índices de acidentes de trânsito, que é uma preocupação de todos os órgãos e setores. Temos a possibilidade de receber novos veículos na renovação de frota. Não sabemos ao certo quantos virão, se serão um, dois ou quatro. Estamos esperando. O Ministério da Saúde já sinalizou que eles estão em fase de licitação desses veículos. Seria interessante sim, nós renovarmos nossa frota, melhorar um pouco nosso serviço em alusão aos 10 anos, que é uma data importante, um município que tem lutado, passou muitas dificuldades, mas tem vencido, tem superado”, argumenta o coordenador.
Embora muitas melhorias já tenham sido feitas e muitas vidas já tenham sido socorridas e salvas na cidade, a coordenação do Samu segue trabalhando para alcançar metas que beneficiem a corporação com melhorias estruturais e, consequentemente, a população tangaraense.

“Já foi feita renovação de frota três anos atrás em Tangará, fizemos a reforma e ampliação do prédio, seguimos todas as exigências da Vigilância, do próprio Ministério da Saúde. Vamos pleitear esse ano a qualificação do nosso serviço, que são alguns critérios que temos de cumprir e já iniciamos como se pode ver na nossa estrutura física, implantação de alguns totens, mudança da fachada. Já fizemos aquisição de uniformes EPI’s, que são os macacões, bem como já fizemos aquisição de novos equipamentos. Vamos fazer ainda esse ano a implantação de um sistema de gravação de áudio voz e tela, que será um sistema implantado direto ao Ministério da Saúde, onde todas as ocorrências serão geradas por ali”, explica.

Por fim, Righetto agradeceu também ao secretário municipal de saúde, Itamar Martins Bomfim, que segundo ele, vem colaborando enormemente para a manutenção do Samu na cidade.

“Se nós conseguirmos obter esse padrão de identidade visual, de EPI’s e de sistema, podemos ter um acréscimo de R$ 80 mil por mês por essa qualificação. É atrás disso que nós temos ido, com muito empenho do nosso secretário Itamar Martins que abraçou nosso município, abraçou o Samu e tem se empenhado nas idas para Cuiabá e Brasília, para trazer mais recursos”, concluiu.