22/06/2018 13:31

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Foto: Marcos Figueiró

Na sessão da Câmara Municipal de Vereadores da última terça-feira (19), o vereador Maurizan Godói (PSD) no uso de sua fala livre no Plenário Daniel Lopes da Silva criticou o funcionamento da política no país. Para o parlamentar, o descontentamento é geral e tem atrapalhado os avanços da nação brasileira em diversos setores.

Em entrevista à Rádio Pioneira, Maurizan declarou que se não houverem os políticos da atual conjuntura democrática, o país pode acabar caindo em regime ditatorial.

“A política do nosso Brasil está muito amarelada, está no chão, caída, por algumas pessoas. O que aconteceu no nosso Brasil foi uma retaliação de alguns canalhas, alguns bandidos, que usaram a máquina pública, denegriram, fizeram um verdadeiro massacre. Agora, o que nós não podemos fazer é colocar os nossos agentes políticos no mesmo saco. As pessoas boas num saco só e sentar a madeira. O que temos que ver é que não podemos abaixar a cabeça. Tudo o que vamos fazer precisa da política, no Brasil precisamos sim da política ou então entra uma ditadura. Se não tiver nós, vai ter que entrar uma ditadura, alguma coisa. O que nós não podemos fazer é deixar nossa política esquecida”, afirmou.

O vereador manifestou preocupação com um discurso que ele revelou estar ouvindo recorrentemente em vários lugares pelos quais passa. Segundo Maurizan, a população tem virado as costas para a política e incentivado o abandono às urnas diante de tantos casos de corrupção no meio. Em sua opinião, tal prática não é certa.

“Não sou candidato em 2020, mas nem por causa disso vou retaliar. Vou votar, vou para as urnas, vou torcer e sou político. Não vou largar mão de ser político, porque vivo no meio da política. Tenho andado não só aqui em Tangará da Serra, como no nortão. Em qualquer lugar que eu ando é a mesma conversa de não votar mais, de mandar no WhatsApp para as pessoas não votarem em ninguém mais. Eu acho isso errado”, disse.

Por fim, o parlamentar pediu conscientização por parte da população para que não desperdice a oportunidade e o direito de ir às urnas para escolherem os seus representantes.

“É uma vontade popular? É. Tudo bem, eu respeito. Mas vamos mudar nossa cabeça, não vamos deixar de ir nas urnas, vamos estar lá juntos. Vamos lá, vamos representar nosso candidato, vamos escolher com carinho. Vamos qualificar os nossos candidatos, não vamos na escura”, concluiu.