12/06/2018 13:27

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

O delegado Christian Cabral, titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), registrou na manhã desta terça-feira (12), um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil contra o vice presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco), Alisson Fagner dos Santos Trindade, por calúnia e difamação.

Ele tomou tal atitude após o sindicato realizar uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (11) para criticá-lo por sua atuação à frente da investigação sobre o acidente que matou o verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48, em abril, deste ano.

Na coletiva, representantes do sindicato acusaram o delegado de plágio por conta do parecer técnico elaborado por uma empresa privada sobre a velocidade do veículo conduzido pela médica Letícia Bortolin quando atropelou e matou o verdureiro.

Por conta disso, o sindicato afirmou que iria encaminhar a denúncia até o Ministério Público Estadual (MPE), sob argumento que o delegado teria agido de maneira ilegal ao requerer um parecer paralelo antes mesmo de ter se encerrado o trabalho realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (politec).

Chico Ferreira

Alisson Fagner dos Santos Trindade, perito da Politec e vice-presidente do Sindpeco

Segundo narra o boletim registrado por Cabral, por volta das 16h, de segunda-feira (11), durante a coletiva de imprensa, o Sindpeco através do vice-presidente, Alisson teria imputado falsamente a ele a prática de ato criminoso e ofensivo a sua reputação, porque tinha pedido para empresa privada analisar as imagens do atropelamento e devido as regras do Código de Processo Penal.

"Isso é um absurdo. O sindicato está agindo por paixão em fazer uma acusação dessas contra mim. É, claro que não posso misturar sindicato com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), mas também não posso aceitar uma acusação dessas que foi lançada aos 4 ventos, pois seria o mesmo que passar sensação de insegurança para a sociedade", disse o delegado ao Gazeta Digital.

Parecer

Chico Ferreira

Sindpeco convocou coletiva para criticar postura de delegado e laudo particular sobre acidente

O parecer técnico foi requerido pelo delegado e realizado pela empresa Forense Lab, especializada em perícias e consultoria jurídica, e apontou que o veículo conduzido pela médica estava a pelo menos 95 km/hora na ocasião do acidente. O parecer técnico tem 16 páginas e analisou o vídeo do momento da colisão.

No entanto, o presidente do Sindipeco, Antônio Magalhães, afirma que o parecer não passa de uma cópia de um laudo pericial realizado pela Politec em 2014, referente ao inquérito de atropelamento do promotor Fernando Daher Rodrigues Ferreira, ocorrido no município de Sapezal (480 Km a Noroeste de Cuiabá).

Isto porque o parecer técnico considera como metodologia de cálculo da velocidade do veículo da médica a mesma quantidade de frames por segundos (30 fps) do vídeo da morte do promotor. Ambos os documentos analisam 15 quadros por segundos e consideram a movimentação do veículo, de um quadro para o outro do vídeo, de 33,33 ms. Além disso, ambos os documentos consideram o mesmo intervalo de deslocamento veicular e o mesmo número de repetições.