12/06/2018 13:16

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Rádio Pioneira com Assessoria PJC/MT

Polícia Judiciária Civil de Campo Novo dos Parecis (396 km a Noroeste) deflagrou na manhã desta terça-feira (12) a segunda fase da operação que investiga desvios milionários em uma cooperativa de produtores de álcool e cana-de-açúcar do município. O ex-diretor financeiro da entidade foi preso em cumprimento a mandado de prisão preventiva em seu desfavor.

Divulgação/Polícia Civil

Nivaldo Francisco Rodrigos já usava tornozeleira eletrônica e agora foi preso por descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça

Na 1ª fase da operação, deflagrada em julho de 2017, a Polícia Civil conseguiu autorização judicial com parecer positivo do Ministério Público para bloqueio dos bens de Nivaldo Rodrigues, apontado como líder do esquema criminoso. À época dos fatos o suspeito passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Na ocasião, a Polícia Civil conseguiu autorização judicial (2ª Vara da Comarca de Campo Novo do Parecis), com parecer positivo do Ministério Público para bloqueio dos bens de Nivaldo Francisco Rodrigues, apontado como líder do esquema criminoso.

Á época dos fatos o suspeito passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Em continuidade aos trabalhos investigativos verificou-se que Nivaldo havia movimentado entre o final de 2017 e começo de 2018 cerca de R$ 1 milhão – ato a que estava expressamente proibido por determinação judicial e motivou nova prisão do investigado que foi cumprida em sua residência na manhã desta terça-feira (12).

De acordo com o delegado da Polícia Civil que coordena a investigação, Adil Pinheiro de Paula, os desvios na cooperativa podem ser bem maiores aos R$ 23 milhões orçados inicialmente.

“Além do acréscimo de valores, a investigação avança com a identificação de outros integrantes da organização criminosa que usava notas fiscais de empresas de fachada em Mato Grosso (originadas na região de fronteira, Tangará, Sinop, etc) e outros Estados como Goiás, São Paulo e Minas Gerais para realizar os desvios como se o serviço tivesse sido prestado. São empresas que forneciam notas fiscais 'frias' e auxiliavam na lavagem de dinheiro”, explica o delegado.

Em curto período de tempo são esperadas novas prisões vinculadas ao grupo criminoso liderado pelo ex-diretor financeiro da cooperativa.

Um mês após o desligamento de Nivaldo, ocorrido maio de 2017, ainda houve uma tentativa de desvio da cooperativa, quando o suspeito ligou para empresa solicitando que fosse realizado um pagamento de R$ 467 mil em favor de terceiro.

A cooperativa vítima tem 46 cooperados, divididos em 19 famílias, sendo quase a totalidade dessas famílias residentes Campo Novo do Parecis e constituiem parte importante dos geradores de renda e emprego da cidade.