06/06/2018 13:43

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

A ciclista tangaraense Franciele Almeida participou de duas provas recentemente. A primeira, no município de Jauru, no Mato Grosso, na qual obteve o primeiro lugar e trouxe mais um título para Tangará da Serra. Na sequência, a atleta embarcou para o estado de São Paulo, onde em Botucatu, disputou a etapa do Brasil Ride, com participação de atletas de elite de todo o país e até competidores internacionais. Nesta, Franciele obteve o 5º lugar.

Em entrevista à Rádio Pioneira, Franciele falou a respeito da participação bem sucedida nas duas competições.

“Eu iria participar de uma prova que ia ter em Comodoro e ela foi cancelada pela questão da falta de combustível. Como teria uma prova em Jauru, eu resolvi ir para lá. Foi uma prova bem organizada, foi ótima com suas serrinhas. Na minha preparação, fui para essa prova para me dedicar na prova de São Paulo, que eu sabia que não ia ser uma prova fácil. Fui com aquele receio de me lesionar, me machucar. Fui lá, fiz o meu melhor, mas fui com medo de me machucar para a prova de São Paulo que era alvo, que seria uma prova bem dura, que eu precisaria de uma recuperação maior”, afirmou, ao detalhar que a prova de Jauru contou com a participação de 200 atletas, inclusive de outros estados.

Com preferência confessa pelas provas de maior distância, a ciclista foi confiante para São Paulo, mas com os pés no chão. Franciele levou em conta o fato de ser a sua primeira participação individualmente e que competiria com atletas que literalmente vivem do ciclismo profissionalmente.
“Foi o segundo ano em que eu pude estar participando. Ano passado participei em dupla e esse ano quis ousar um pouquinho mais, resolvi participar na elite solo, onde eu ia participar com atletas de nível muito alto, atletas de todo o Brasil. Eu sei que a minha diferença para a elas é que elas são profissionais, participam de uma equipe e vivem disso e eu não, eu tenho a minha correria, tenho que trabalhar, fazer isso e aquilo e intercalo meus treinos conforme dá. Já começa por aí a minha dificuldade e tem até a questão do terreno. Lá elas sobem montanhas, sobem terra, tem toda essa dificuldade. Já eu não, tem poucas elevações aqui com uma altimetria de serra, lá é conhecido como montanha, sobe muito”, descreveu.

Sobre o resultado, Franciele se disse surpresa, pois o nível de competitividade da prova é intenso. Em três dias, foram pouco mais de 120 quilômetros na competição de altimetria bastante complicada.

“É uma prova bem conhecida, tem atletas de todo o Brasil e de todo o mundo participar dessa dificuldade. Lá realmente não é fácil, lá é sofrimento para subir, para descer, tem um grau de dificuldade muito grande. É uma das provas mais difíceis do Brasil. Fiquei surpresa, é claro, de ter ficado entre o top 5 e eu vejo que tenho capacidade. Se eu treinar mais, se eu me dedicar, eu consigo ir além do que eu imagino”, disse Franciele, que lamentou a falta de apoio do poder público para com a modalidade, mas exaltou aqueles que lhe patrocinam.

“Esse esporte é bem caro, a gente não tem uma ajuda do estado, no Mato Grosso não é visível isso como nos outros estados. Sempre falo para quem me apoia que isso não é possível sem a contribuição deles. Participei de duas provas esse mês, vou para a terceira esse final de semana. Tudo gera gastos, não é barato, uma viagem gera inscrição, alimentação, hotel, locomoção e todos que me apoiam, que acreditam e falam sobre o meu potencial, não adianta eu querer fazer alguma coisa sem o apoio deles. O incentivo é tudo porque não adianta somente ter vontade, a gente tem que correr atrás e eles fazem isso acontecer”, frisou. Em Botucatu, outro tangaraense obteve posição de destaque. Na categoria Master A-2, Fernando Raia, ex-companheiro de dupla de Franciele ficou na 16ª posição.

Franciele sofreu uma queda na prova disputada em São Paulo e por isso, trabalha forte nesta semana para se recuperar e estar em condições de disputar a prova em Comodoro, que foi remarcada para este final de semana.

“Nunca fui para Comodoro é a primeira vez que estarei indo, mas dizem que lá tem a sua elevação, mas não como nas provas fora. Vai ser uma prova de 50 km para o feminino, vai ser uma prova de explosão, de saída rápida, então vou ter que me aquecer bem para me sair bem já no começo. Já sei todas as atletas femininas que vão, então já tenho a minha estratégia bolada e vou lá fazer o meu melhor e a gente só sabe do resultado quando cruza a linha de chegada”, finaliza.
Ciclista tangaraense conquista 5º lugar em prova disputada a nível internacionalCiclista tangaraense conquista 5º lugar em prova disputada a nível internacionalCiclista tangaraense conquista 5º lugar em prova disputada a nível internacionalCiclista tangaraense conquista 5º lugar em prova disputada a nível internacionalCiclista tangaraense conquista 5º lugar em prova disputada a nível internacionalCiclista tangaraense conquista 5º lugar em prova disputada a nível internacional