29/05/2018 08:14

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

A falta de combustível na cidade somada à carência de gás de cozinha em decorrência da greve dos caminhoneiros resultaram na publicação de um decreto do prefeito Fábio Martins Junqueira (MDB), determinando estado de emergência em Tangará da Serra. Com isso, as aulas da rede municipal, que já estavam afetadas com a inoperância das linhas do transporte escolar, ficaram suspensas a partir desta terça-feira (29).

O secretário municipal de educação e cultura, Adriano Fernandes, concedeu entrevista à Rádio Pioneira. Segundo ele, a falta de condições de transporte dos alunos e o risco de as cozinhas das escolas ficarem sem gás para o preparo da merenda foram preponderantes para a suspensão das aulas.

"Nós já enfrentamos dificuldades desde a semana passada com transporte escolar, que desde quinta-feira não conseguimos ofertar o serviço. E essa semana, como não houve um acordo entre o governo e os caminhoneiros, pelo menos um acordo aceitável para que interrompesse a paralisação, nós não temos condições de continuar o abastecimento e continuar transportando esses alunos", afirmou.

As condições adversas de locomoção de profissionais das equipes de apoio e dos próprios professores que trabalham em mais de uma escola, também pesaram para a decisão da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec).

"Também já encontramos dificuldades com vários professores que tem que se deslocar em mais de uma escola, que possuem mais de uma cadeira em uma escola e outra e já estão com dificuldades de estarem nas escolas por falta de combustível. Nesta segunda-feira, diversas turmas já não puderam ter aulas porque os professores não conseguiram comparecer e nós estamos enfrentando algumas dificuldades”, complementou Adriano.
Ainda não há previsão para a retomada das aulas na rede municipal de Tangará da Serra. Por enquanto, a Semec aguarda o desfecho da situação entre governo e manifestantes, para que as aulas voltem ao normal.
“Para evitar mais transtornos e para não prejudicar ainda mais os alunos do transporte escolar e também por conta dos nossos professores que se deslocam em grandes distâncias, nós resolvemos suspender as aulas até que as coisas voltem ao normal, até que o abastecimento seja normalizado e a gente possa ofertar o serviço com qualidade”, concluiu.