24/05/2018 08:46

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

Foto: arquivo Pioneira

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) comunicou a suspensão do serviço de transporte escolar em Tangará da Serra. A decisão é temporária e é consequência da falta de combustível na cidade, proporcionada pelo movimento de greve dos caminhoneiros que já dura 4 dias. A classe protesta contra o aumento do preço da gasolina, álcool e óleo diesel, impostos pelo governo federal e a Petrobras.

A medida já passou a valer a partir desta quarta-feira (24). O secretário municipal de educação, Adriano Fernandes, ressaltou que as 50 linhas de transporte escolar nos três períodos no município totalizam 7 mil quilômetros rodados por dia.

“Até nesta terça-feira nós conseguimos cumprir com todas as linhas do transporte escolar. Para se ter uma ideia, nós temos 50 linhas de transporte escolar. São 50 linhas de ônibus realizada com 45 veículos e são 7 mil quilômetros rodados por dia nos três períodos, matutino, vespertino e noturno em todo o território da cidade. Com essa paralisação do transporte rodoviário, com a greve dos caminhoneiros, nós a partir desta quarta-feira não conseguimos mais abastecer os nossos veículos”, disse.

Ontem (23), o Poder Executivo, por meio de nota, declarou apoio à greve em documento assinado pelo prefeito Fábio Martins Junqueira (MDB) e o vice, Renato Ribeiro de Gouveia (PR). Segundo o secretário, o abastecimento nos tanques dos veículos do município seria suficiente apenas para levar os alunos para a escola, mas não para leva-los de volta para casa.

“O que tem ainda de diesel nos nossos ônibus não é suficiente para fazer a linha. Se nós buscarmos e não devolvermos os alunos, acho que não fica bom, não é uma situação legal. Então, a partir desta quarta-feira, nós não estaremos transportando os alunos do transporte escolar até que seja regularizada a situação de abastecimento, de combustível, mais especificamente do diesel S10 aqui na cidade”, pontuou.
A Semec estuda o que fará quando a greve terminar, para que os alunos que dependem diretamente do transporte oferecido recuperem os dias letivos que perderem. Por enquanto, o serviço fica inviável.

“Sem combustível não há como o veículo rodar. Não é o desejo da secretaria, a secretaria quer atender, quer prestar o serviço, quer garantir o direito de o aluno estar na escola, mas depende de outra situação que foge do controle da Secretaria Municipal de Educação. Mas posso garantir aos pais que normalizando o abastecimento, os veículos voltam a rodar novamente e a gente depois vai tentar estudar uma forma para que esses alunos não fiquem no prejuízo se essa situação perdurar por muitos dias”, concluiu Adriano.