21/05/2018 13:27

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Presidente estadual do PP, deputado federal Ezequiel Fonseca (foto: Marcus Vaillant /GD)

Os Progressistas (novo nome adotado pelo Partido Progressista – PP) decidiram que estão na oposição ao governador Pedro Taques (PSDB) e devem apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) na campanha para o governo do Estado nas eleições deste ano, juntamente com o MDB, PTB, PC do B e PSD. A decisão foi tomada durante reunião do diretório estadual, na noite da última quinta-feira (17), em que dos 44 presentes, 40 votaram contra uma aliança com o atual gestor de Mato Grosso e 4 se abstiveram. O resultado foi apresentado nesta segunda-feira (21) pelo presidente estadual do partido, deputado federal Ezequiel Fonseca.

Além disso, Ezequiel aponta que o resultado mostra que o partido não está dividido. “Não tem divisão, tanto que foram 44 votos e o governo não teve nenhum voto! [...] Eu tinha uma noção, mas também não achei que seria desse jeito, sabia que seria maioria, mas não sabia que seria tão esmagadora assim”, disse em relação à postura dos membros do partido.Ele afirma que essa foi uma pré-convenção da legenda e que a tendência é que o posicionamento seja o mesmo na convenção, que pode ocorrer até o início de agosto, já que o número de votantes representa 2/3 do total de membros do diretório, que conta com 69 pessoas.

Diante de situações recentes como a nomeação do presidente do PP Cuiabá, Demilson Nogueira, para comandar o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e das conversas de bastidores de que o ex-ministro da Agricultura Neri Geller seria cotado a vice na chapa de Taques, Ezequiel Fonseca afirmou que essas são tentativas do governador Pedro Taques que tentar criar uma situação de “racha” entre os Progressistas.

“Não tenho dúvida disso, cada um usa as armas que tem. Ele sabe, o governo sabe que o Progressista é um partido forte, que está organizado e, certamente, ele tenta fazer o trabalho, que eu não digo que está errado. É a situação dele. Nós é que temos que tomar a decisão que tomamos, não aceitando e deixando muito claro a tempo e a hora”, afirmou.

Fonseca assevera que a decisão de Demilson Nogueira para comandar o Intermat foi estritamente pessoal e que não deve interferir nos demais filiados do PP. “Ele não tem autorização do partido pra isso. Na resolução que nós aprovamos ele terá que apoiar candidato do partido”, disse, explicando que o presidente do PP municipal não poderá fazer campanha para Pedro Taques e que, a partir desse episódio, o partido proibiu outros filiados de aceitarem cargos no governo, sob pena de sanções que podem chegar à expulsão.

O deputado federal, que vai à reeleição, também esclareceu a situação de Neri Geller que, segundo ele, não recebeu proposta de Taques para compor uma chapa, mas que assim que surgiram os boatos, foram tomadas as providências, por meio da pré-convenção, para definir a questão.

“Essa pré-convenção mostra isso: impossível dele ser candidato à vice. [...] ficou claro que é impossível ficar sonhando com um negócio desse!”. O progressista ainda lembrou que Neri Geller tem o projeto de lançar seu nome a deputado federal.