17/05/2018 13:28

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Marlenne Maria - da Redação

A médica Dra. Sabla Santos atende agora todas as terças-feiras no Edifício Constantino, sede da Univida. Em entrevista à Pioneira, ela ressaltou nesta semana, que o câncer de pele continua sendo a maior preocupação dos dermatologistas no que se refere à saúde.

Estatísticas nacionais e internacionais sobre a doença. No Brasil é muito comum o câncer de pele. Os mais comuns estão relacionados à radiação solar. O diagnóstico precoce ajuda muito. “O ruim é que como é tolerável, porque a pessoa segue trabalhando, comendo dormindo, deixa para procurar em fase muito avançada. A dor não é ruim, porque se tudo doesse e doesse muito, procuraríamos solução. Aquilo que não dói no início normalmente deixamos de lado ou imaginamos que com o tempo se resolva. Mas, quanto mais passa o tempo, mais agressivo é o tratamento”, alertou a médica.

Ela citou o melanoma - um tipo específico de câncer de pele, como um dos mais agressivos. “É uma doença extremamente grave e aspecto da lesão não denuncia a gravidade”, explicou.

Segundo ela, independente da estação do ano em que se esteja é importante a proteção em relação à radiação solar. “Apesar de não ter nada de muito novo, sempre é importante reforçar, porque na grande maioria das vezes, mesmo sabendo o que precisa ser feito, as pessoas não fazem. É preciso passar o filtro solar na parte da pele que recebe exposição à radiação solar ou de fonte artificial como as luzes, inclusive as lâmpadas fluorescentes que emitem radiação ultravioleta”, disse.

Segundo a médica é importante esclarecer também que não existe foto protetor, por melhor que seja a qualidade, que se possa passa apenas uma vez ao dia na pele e esta proteção se estenda por 24 horas. “Precisa reaplicar pelo menos três vezes ao dia. Dependendo da ocupação da pessoa, há necessidade de reaplicar mais vezes. Eventualmente mesmo que eu trabalhe em local fechado, que não receba a luz solar diretamente, eu saio deste espaço e a exposição acontece. E com o acúmulo desta exposição pode-se desenvolver um câncer de pele”, explicou.

Segundo a médica, o que é preciso para desenvolver um câncer de pele não pode ser determinado. “A quantidade para cada um é diferente. Há pessoas que se expõe por um período muito longo e talvez não tenham tempo de vida para desenvolver a doença. Há pessoas que se expõe menos e acabam desenvolvendo mais rapidamente um câncer”.

Para se proteger ela lembra a importância do uso de filtro solar, sombrinha, boné, roupas tratadas para proteger. “Há roupas cujo tecido é tratado, que t Estatísticas nacionais e internacionais sobre a doença. No Brasil é muito comum o câncer de pele. Os mais comuns estão relacionados à radiação solar. Qualquer um pode ter câncer de pele então, qualquer que seja a barreira entre o corpo e esta radiação, vai ajudar”.

Dra. Sabla explica que o câncer de pele pode ter sintomas, mas também podem ser apenas sinais. “Sinal é o que aparece e é visível aos olhos de outra pessoa. Aparece principalmente em áreas que recebem radiação mas existe também possibilidade de se ter câncer de pele onde normalmente não se recebe radiação. E a única forma de não se expressar, mesmo que tenha facilidade genética maior do que outra pessoa, é preciso a exposição para desenvolver a doença. Sintomas são variados, mas é preciso ficar atento a manchas. Então manchas com borda irregular, cor não homogênea, que sangra, que arde ou dói. Às vezes não tem tudo isto em uma única lesão para que seja um câncer de pele”.

Para ela é fundamental que a pessoa conheça o próprio corpo. “A partir do momento em que a pessoa se conhece, sabe o que já existe, o que está mudando. A partir do memento em que vê que passou a existir uma pessoa que não estava ali, ou que já estava, mas está mudando, se faz necessário uma avaliação. Às vezes digo que tem câncer quem quer, quando, sabendo o que precisa fazer para cuidar, não faz o que é preciso. Protetor solar na bolsa, na gaveta o no armário, não faz efeito. Só na pele”.