15/05/2018 13:30

Quantidade de visualizações: 95

Rádio Pioneira com Gazeta Digital

O vice-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Gilmar Fabris (PSD), não pretende se declarar "impedido" para comandar uma possível votação a respeito da prisão do deputado Mauro Savi (DEM). Segundo Fabris, a ideia é conversar com o desembargador José Zuquim Nogueira, para saber até onde o Legislativo Estadual poderá tratar desse assunto.

Marcus Vaillant

"Não há necessidade [de impedimento]. Porque o meu caso era bem mais complicado. Se tratava de um ministro que estava em Brasília, em um momento muito difícil de até se ter acesso a ele. Aqui não, aqui temos acesso. O desembargador Zuquim é uma pessoa de fácil acesso, então precisamos primeiro ouví-lo para depois a gente tomar a providência do que se pode fazer e o que não se pode fazer", disse Fabris nesta terça-feira (15) em entrevista à Rádio Capital FM).

Fabris também acredita que antes de qualquer parlamentar se colocar impedido, é preciso fazer uma reunião entre o Poder Legislativo e o Poder Judiciário, para chegarem a um entendimento. "Se a recomendação for no sentido de votar, é evidente que a sessão vai acontecer. Se não for, se for aguardar, o nosso companheiro Mauro Savi tem advogado aqui fora".

Caso a votação aconteça, Fabris adiantou que os parlamentares irão votar pela soltura de Savi, assim como ocorreu no caso dele, quando foi preso no ano passado durante a Operação Malebolge da Polícia Federal. "Sem dúvida vou votar a favor. Ele é meu amigo e acredito que não terá apenas o meu voto, mas dos demais deputados como já tive conversando na Casa, e eles me disseram isso". revelou o deputado.

"É muito triste [ser preso]. É uma tristeza só e eu não recomendo nem para inimigo quanto mais para amigo. Não quero que passem por isso".

Gilmar Fabris passou por um episódio semelhante após ser preso na 12ª fase da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal em 14 de setembro de 2017, e solto por determinação dos próprios deputados.

A votação dos deputados que mantém Fabris solto é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação está suspensa e por enquanto, o placar é de 5 votos contra a concessão deste poder aos Parlamentos e 4 a favor. A Corte emitiu uma decisão prévia, já que o julgamento não foi concluso. Faltam as manifestações de 2 ministros que estavam ausentes na ocasião.

Mauro Savi está preso preventivamente desde o dia 9 de maio. Ele é acusado de ser um dos líderes do esquema de propina de mais de R$ 30 milhões que era operado no Departamento Estadual de Trânsito por meio de contrato entre a autarquia e a empresa EIG Mercados. De acordo com as investigações do Ministério Público Estadual (MPE), Savi chegou a cobrar R$ 1 milhão da EIG para por fim na cobrança de propina.