04/05/2018 07:35

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Paulo César Desidério com Asis Wébio

O vereador Wilson Verta (PSDB) pediu nesta semana no uso de sua fala livre na tribuna da Câmara Municipal de Vereadores falar sobre a economia de Tangará da Serra e região. Segundo ele, o setor é uma de suas preocupações enquanto legislador e, por isso, apresentou aos colegas de parlamento uma proposta que encaminhou ao deputado federal Nilson Leitão, do mesmo partido, para viabilizar a cultura agrícola de cacau no município.

“É uma proposta de pesquisa da cultura agrícola da plantação de cacau. Já é sabido que vai faltar cacau no mundo porque houve um grande aumento no consumo de dois países, que é a China e a Índia. Só eles reúnem 36% da população mundial, além do aumento natural dos outros países, inclusive os Estados Unidos”, afirmou, ao destacar que a demanda pelo chocolate, produto cujo cacau é matéria prima, cresceu consideravelmente.
“O cacau é importante porque a China não planta e não tem condições de plantar essa cultura. Houve um aumento muito grande e em mercados emergentes que antes era raro e caro, agora virou um consumo popularizado. A demanda do chocolate subiu de modo expressivo”, explicou.
O cacau possui cultura bastante propícia no continente africano. No Brasil, o estado da Bahia é o maior produtor. O vereador afirmou que com base em suas pesquisas, há condições favoráveis de solo e clima para o plantio da fruta em nossa região.
“Já pesquisei na Empaer que uma área de 3 hectares dá uma rentabilidade do cultivo de cacau de mais de 12 mil reais ao ano. O pequeno agricultor, a agricultura familiar é sensacional. Abrange uma área muito grande. Então, temos que trabalhar a médio e a longo prazo para trazermos para Tangará da Serra e região indústrias. Não adianta falar que vai ter indústrias amanhã aqui. Tem que trabalhar, tem que ser planejado”, pontuou, ao frisar que a colheita leva quatro anos.
“Em torno de dois anos ele já está produzindo normalmente e em quatro anos você já pode começar a colher. É uma cultura rápida, de resultado rápido e o pequeno produtor vai se beneficiar disso. Nós podemos abranger toda uma gama de cidades circunvizinhas, que nós como polo temos que ter essa responsabilidade. Não adianta trazer só supermercados, grandes redes. Nós precisamos de indústria, nós precisamos gerar emprego. Temos que entrar na rota do desenvolvimento do estado”, concluiu.