02/05/2018 07:29

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

O desembargador Rondon Bassil Dower Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), autorizou no dia 3 de abril o compartilhamento de documentos da ação criminal proveniente da “Operação Ventríloquo” contra os deputados Romoaldo Aloisio Boraczynski Junior (MDB), Mauro Luiz Savi (DEM) e Gilmar Donizete Fabris (PSD).

Chico Ferreira

A decisão busca subsidiar possível ação civil pública por ato improbidade administrativa. Foram compartilhado volumes, apensos e mídias que constavam na ação criminal.

“O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), requer autorização para que sejam compartilhados, com o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa do Ministério Público, todos os documentos que instruem a denúncia”, explicou Bassil antes de decidir.

De acordo com o Ministério Público, no período compreendido entre os anos de 2013 e 2014, os parlamentares Romoaldo Junior, Gilmar Fabris e Mauro Savi em parceria com o ex-deputado José Geraldo Riva, constituíram organização criminosa com objetivo de saquear a Assembleia Legislativa.

Reprodução

José Riva e Mauro Savi

Consta na ação que a organização criminosa, com clara divisão de papéis, subtraiu dos cofres da Assembléia Legislativa cerca de R$ 9.480.547,69 em proveito próprio, valendo-se da facilidade que proporcionava a condição de servidores públicos e agentes políticos de alguns de seus membros.

Segundo o Ministério Público no mesmo período os acusados citados acima, em continuidade delitiva, ocultaram e dissimularam a natureza e a origem dos valores contando com o auxílio dos empresários e assessores parlamentares.

Consta na ação que as investigações demonstram que o Deputado Estadual Gilmar Donizete Fabris, foi beneficiário de R$ 95 mil do dinheiro desviado.

A reportagem entrou em contato com assessoria do deputado Mauro Savi, que afirmou ainda aguardar informações dos advogados que trabal. Também por telefone, Romoaldo negou qualquer crime e disse que a possível ação civil oportunizará nova defesa.

A assessoria do deputado Gilmar Fabris esclareceu que o deputado se manifestará nos autos.