19/04/2018 07:30

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Paulo César Desidério com Asis Wébio

Devido aos casos com vítimas fatais registrados nas últimas semanas em alguns municípios de Mato Grosso, cujas vítimas possuem suspeita de contaminação dos vírus H1N1 e H3N2, a procura por vacinas e as dúvidas sobre os sintomas provocados por ambos aumentaram consideravelmente.

A reportagem Pioneira entrevistou o médico infectologista Dr. Marco Antônio Gonçalves Junior, que esclareceu algumas das questões a respeito. Segundo ele, tanto o H1N1 quanto o H2N3, são mutações do vírus Influenza, causador da gripe.

“O H1N1 é uma gripe como as outras gripes também, H3N2, H5N3, enfim, esses outros resfriados que a gente pega, essas outras gripes todas. Os cuidados são os mesmos para todas elas, para qualquer tipo de gripe. Nós temos que estar sempre com a higiene em dia, lavando as mãos toda hora. O principal meio de transmissão é o contato”, afirmou.

O médico falou também sobre os cuidados que se deve ter para prevenir a contaminação do vírus.

“Nós temos que estar lavando as mãos o tempo inteiro, evitar levar a mão à boca e ao nariz porque a gente leva a infecção dessa hora, evitar locais com muita aglomeração porque a transmissão se torna mais fácil, só de conversar com alguém gripado você tem chance de pegar. As pessoas que estiverem doentes, o melhor é ficarem em casa, evitar o contato com outras pessoas para evitar transmissão. Uma alimentação saudável ajuda, o sono reparador, beber muito líquido, tentar evitar bebida alcoólica, enfim, ter uma vida saudável para que se evite a transmissão e que se você pegar, estar com o organismo bom para combater”, salientou, ao afirmar que é preciso dar condições para o corpo resistir bem a determinadas adversidades.
Marco Antônio Junior frisou que apesar de a existência e circulação do vírus serem fatores preocupantes, é necessário que a população esteja preparada, cuidando de sua saúde, para que desta forma o impacto em caso de contração do vírus não seja potencializado.
“Isso é preocupante no Brasil e no mundo inteiro. Os vírus sempre se mutam, por isso que temos que vacinar todo ano e é tão difícil acabar com um vírus. Temos que estar preparados, se vacinando sempre que possível. Os grupos de risco principalmente, as crianças, quem tem problemas de coração, pulmão, doenças crônicas, tem que estar sempre bem protegido para evitar problemas maiores. Temos apoio da Sociedade de Infectologia que nos atualiza sempre, recebemos informativos até mesmo do governo. Então, a gente tem a preocupação, mas no momento, nada fugiu daquilo que já se conhece”, pontuou, ao frisar que os casos só são investigados em situações as quais os pacientes apresentam agravamento no quadro clínico.

“Nós estamos tendo síndromes gripais, que são gripes. Todo mundo está vendo, todo mundo conhece alguém que está gripado nessa época do ano, agora nesses meses. Pode ser H1N1, H3N2, várias delas. A gente só investiga e vê quando o paciente se agrava. No mais, é o normal. Todo ano isso acontece, é que às vezes a gente não fica sabendo porque não acontece tão grande, mas temos os vírus circulando. Temos H1N1 circulando na cidade, pode ter certeza que temos H3N2 e temos todas as outras gripes. O importante é estar se cuidando, fazer a vacinação quem pode ser vacinado e qualquer sinal maior de falta de ar, procurar o médico o mais rápido possível”, concluiu.