11/04/2018 13:51

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Marlenne Maria - da Redação

As coordenadoras Sulineide Dallabona e Fátima Brito falaram ao vivo em entrevista ao programa O Povo no Rádio.

O programa é coordenado em Tangará da Serra pelas Professoras Sulineide Dallabona e Fátima Brito, Coordenadoras Pedagógicas da SEMEC. Em entrevista elas destacaram que o Programa tem sido um marco importante para a educação de Tangará da Serra e referência no Sul do país.

O programa atua através de metodologia de projetos que são desenvolvidos em conjunto e tem como essência a construção de vivências, atitudes e valores. “A busca é que esta cooperação e cidadania sejam imbuídos em nossas crianças”

Atualmente quatro escolas Décio Burali, Fábio Diniz Junqueira, Gentila Suzin Muraro e Fausto Eugênio Masson. ‘Queremos que seja um programa que realmente venha para ficar e no próximo ano com certeza vamos expandir para as demais escolas. Iniciamos em 2017 com estas quatro escolas e foi um grande sucesso. Achamos que seria importante manter o mesmo padrão por enquanto e este ano trabalhar para aprofundar o programa e as ações. São muitos projetos desenvolvidos. As crianças se sentem bastante motivadas e os próprios professores quiseram continuar”.

106 professores incluindo coordenadores se gestores de escolas foram habilitados com o conhecimento sobre a metodologia do programa. Neste ano, como há novos professores na rede, nesta sexta-feira (13) e no sábado eles participarão de curso para conhecer a metodologia e iniciem o trabalho com os projetos também. “Teremos a presença da Jussara Ceron, da Fundação Sicredi, que é nossa parceira. E a partir deste momento, com a habilitação, eles também já começam a desenvolver os projetos junto aos alunos”.

O desenvolvimento dos projetos acontece envolvendo trabalho de campo e parcerias. ‘Estes parceiros contribuem para o desenvolvimento destes projetos. Temos médicos, psicólogos, biólogos agrônomos e em muitos momentos eles vão conhecer empresas e clínicas, dependendo do tema que escolhem para trabalhar. Além do trabalho com o Professor em sala, contamos com estes parceiros que contribuem para responder aos questionamentos que os alunos trazem para a sala de aula. Os alunos são curiosos e dentro dos projetos surgem muitos questionamentos que precisam ser respondidos e assim estes parceiros contribuem conosco”.

A coordenadora Fátima destacou que os projetos surgem da vivência do aluno. “O professor não leva o tema para o aluno. Este tema surge a partir da curiosidade do aluno. O professor inicia com uma expedição investigativa e a partir daí surgem os anseios dos alunos. O que eles querem aprender? O que eles querem destacar ou pesquisar. Depois estes projetos são desenvolvidos dentro das escolas e também com famílias presentes e os outros parceiros”.

Ela ressaltou que o destaque do projeto é a construção do conhecimento indo muito além do caderno e da sala de aula. “Este conhecimento fica para a vida. Quando a gente aprende e este conhecimento tem significado e é internalizado, o aluno nunca esquece”, disse.

Destaque

A receptividade em Tangará da Serra tem sido muito positiva nas escolas, segundo as coordenadoras. E no Brasil, o trabalho realizado dentro da metodologia sugerida, iniciou com destaque. “Nós iniciamos com uma metodologia diferenciada, habilitando primeiro os gestores e depois os professores. Os nossos parceiros da Fundação Sicredi levaram isto para o Sul do país e recebemos este destaque já com o primeiro ano de atuação”, explicou Fátima.

Avaliação

Dias 16 e 17 de maio a equipe que faz o programa acontecer em todo o país estará em Tangará da Serra para uma verificação dos resultados alcançados até agora. “Eles farão uma pesquisa junto às nossas escolas que fazem parte do programa e verificando o que de fato tem de concreto no que percebemos aqui. Nós sentimos que os índices das escolas, na avaliação interna de desempenho da secretaria, tiveram significativa elevação”, disse a Coordenadora Sulineide.

Em Tangará da Serra em torno de 1.470 alunos já foram atendidos com 72 projetos executados ao longo do ano de 2017. Dos 72 professores que foram habilitados, 52 abraçaram a causa e seguem fazendo parte do programa. Muitos inclusive, por serem interinos, foram para outros estabelecimentos, mas continuam utilizando a metodologia que permite trabalhar todos os conteúdos curriculares dentro de uma única proposta nos projetos.