10/04/2018 07:54

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Paulo César Desidério com Gilvan Melo

A Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra veio a público, por meio do setor de Vigilância Epidemiológica, se pronunciar a respeito da morte de uma paciente no Hospital Municipal. Segundo informações apuradas pela reportagem da Rádio Pioneira, a vítima é uma mulher de 36 anos, que deu entrada no centro hospitalar na madrugada da última sexta-feira (06) e com a piora no quadro clínico, veio a falecer já no último domingo (08).

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica em Tangará, Juliana Herrero, rechaçou suspeita do vírus Influenza H1N1. Segundo ela, a morte foi causada por uma síndrome respiratória e todos os exames que apuram a causa do óbito são protocolares.

“A suspeita não é de H1N1. É uma síndrome respiratória aguda grave. Então nós vamos identificar, estamos fazendo a investigação para descobrir qual que é a causa. Uma das hipóteses que a gente faz a investigação com protocolo é de Influenza, mas não que necessariamente seja uma suspeita de Influenza”, afirmou.
Embora não se trate do vírus Influenza neste caso, a enfermeira lembra que com a rotatividade de pessoas em viagens por diversos lugares do país, as suspeitas são comuns em todos os anos. Juliana reforçou a importância dos cuidados básicos com a higiene no dia a dia e explicou que as ações são aliadas no combate a transmissão de vírus e bactérias.
“Todos os anos a gente tem casos suspeitos, principalmente esse período que antecede a época do frio, mesmo a nossa região sendo muito quente. Mas, como a gente tem uma facilidade muito grande hoje em dia de ir e vir, as pessoas acabam entrando em contato com pessoas doentes que estavam em outras regiões. Por isso é muito importante medidas de higiene. Se nós tivéssemos o hábito contínuo de principalmente a lavagem das mãos, evitaríamos muitas doenças, entre elas, essas doenças respiratórias também”, pontuou.
De acordo com Juliana, a vítima é era moradora de Tangará da Serra, jovem, que não teve identidade divulgada por questões éticas. Em menos de 72 horas, o quadro evoluiu drasticamente e a vítima não resistiu. Os procedimentos protocolares de identificação das causas da morte foram feitos por parte do município, que aguarda o resultado de demais exames laboratoriais.

“Foi uma evolução muito rápida. A coleta foi feita no sábado e no domingo ela veio a óbito. As amostras já estão em Cuiabá e em torno de 15 dias nós já vamos ter alguns resultados. Como eu disse no começo, por se tratar de uma síndrome respiratória aguda grave, a gente faz investigação de vários agravos. Então, aos poucos nós vamos recebendo alguns resultados desses exames”, finalizou.