05/04/2018 13:33

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Governador Pedro Taques (PSDB) comentou a renúncia do vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e disse não ter sido pego de surpresa com o anúncio feito nesta quinta-feira (5). Ele garante que já havia sido comunicado com antecedência pelo próprio Fávaro, avalia como normal a renúncia e evita tecer críticas ao agora ex-vice governador.

“O vice-governador Carlos Fávaro já havia me comunicado disso, porque ele quer se dedicar a sua candidatura ao Senado. Isso é fato e temos que respeitar essa decisão porque ele já protocolou o seu pedido de renúncia. O que é normal, outros vices que querem concorrer a outros cargos estão fazendo isso, como alguns governadores. Eu estou focado, trabalhando pelo Estado de Mato Grosso e vou continuar fazendo isso”, disse o tucano.

Nas útlimas semanas, Fávaro já dava sinais claros de que pretendia romper com o apoio ao tucano e se desligar do governo que cuja gestão vai até 31 de dezembro. Primeiro ele passou a criticar publicamente algumas ações do chefe do Executivo e depois reuniu a bancada do PSD e anunciou que a legenda entregaria os cargos e passaria a atuar de forma independente do governo.

Pelo menos 4 dos 5 deputados não concordaram com a decisão e continuaram apoiando Taques que teria articulado uma debandada do PSD. Assim, a situação entre Fávaro e Taques ficou insustentável e na noite desta quarta-feira (4) houve reuniões entre deputados, o governo e Fávaro e durante a noite já circulavam informações de que o vice-governador iria oficializar sua renúncia nesta quinta-feira.

Pedro Taques garante que não houve quebra de confiança e tampouco desgaste. “Nem um pouco. Eu expresso o meu respeito e quero agradecer por esse período que ele ajudou a administrar bem Mato Grosso”, respondeu o tucano quando questionado por jornalistas após encontro com representantes da União Européia no Palácio Paiaguás.

Ainda de acordo com o governador, a renúncia de Fávaro não prejudica sua gestão. “Quero expressar o meu respeito a Carlos Fávaro em querer construir a candidatura ao senado e ele vai buscar o caminho dele. melhor ele estar fora para se dedicar, o que é legítimo”, afirmou.