13/03/2018 13:17

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Marlenne Maria - da Redação

O tangaraense Rui Wolfart, que semanalmente brinda os ouvintes da Rádio Pioneira com interessantes reflexões, abordou nesta segunda-feira (12) no Momento do Rui, a sua visita à Embaixada da China no Brasil.

A audiência privada com o Embaixador e quatro de seus secretários aconteceu na última semana.

Wolfart exaltou em seu comentário o conhecimento que os chineses têm sobre o Mato Grosso. “É surpreendente o conhecimento que a China e sua estrutura tem da realidade do estado de Mato Grosso. O embaixador Li conhece profundamente nosso estado. Já esteve inclusive aqui em atividades de lazer.Ele nos contou que esteve dois dias em Cáceres fazendo pescaria. É uma pessoa apaixonada pelo estado de Mato Grosso, e demonstra profundo conhecimento de toda a realidade econômica e social e de toda a demanda por investimentos que devem ser feitos para estarmos à altura das demandas globais, principalmente de alimentos”, disse o comentarista.

Segundo o Engenheiro Agrônomo, o embaixador Chinês Li Jinzhang demonstrou preocupação imensa quanto ao necessário desenvolvimento e implantação desta infraestrutura. Entre as necessidades está a ferrovia para transporte de grãos. “Ele ressaltou que somos um estado que não precisa derrubar uma árvore sequer para expandir, duplicar e até triplicar a produção. Destacou o tamanho das potencialidades que o Mato Grosso encerra quando comparado com os EUA, pelo tamanho continental. Focou nos investimentos em logística, que é o discurso que estamos fazendo há mais de 30 anos, porque este é o gargalo, o nó da formação da renda da agricultura para benefício generalizado de nossa população”.

Wolfart afirmou que enquanto persistirem “os males da falta de logística, o dinheiro que poderia estar sendo aplicado e gerenciado dentro de nosso estado, é consumido pela fumaça do óleo diesel de caminhões”. Segundo ele, o custo para se destinar uma tonelada de soja até o Porto de Paranaguá é hoje de R$ 300 reais, cerca de 100 dólares. “Na Argentina ou nos Estados Unidos este custo fica na faixa de 35 a 40 dólares. Gastamos quase 100 dólares. Perdemos 60 dólares por tonelada. São mais de dois bilhões e 400 milhões dólares que poderiam estar girando dentro do estado de Mato Grosso. Infelizmente, por este descaso em termos de planejamento estratégico, estamos sofrendo por isto”.

De acordo com o comentarista, o Embaixador Chinês demonstrou interesse em estreitar relacionamentos com o Mato Grosso em função de sinergias positivas. “A China é um país que nos dá exemplos todos os dias. Nos últimos anos fizeram 26 mil km de ferrovias de trens bala. Tenho acompanhado a história daquele país, que recentemente saía de anos conturbados e o atual presidente enfrenta o desafio extraordinário de oferecer comida para 1 bilhão e 300 milhões de habitantes”, relata Rui.

Ele explicou ainda que a China quer implantar o Canal da Nicarágua para amenizar as dificuldades de transporte de alimentos. “Investimento totalmente deles, por conta da preocupação que eles têm de garantir fornecimento contínuo de comida. Nós, que somos grandes produtores de soja, milho, algodão e carnes de qualidade, temos todas as pré-condições para estabelecer aprofundamento das relações com a China. Conclamo autoridades a se debruçarem sobre o tema. Temos que realizar uma missão comercial de Tangará até a china para buscarmos sinergias nestes interesses comuns. Nós produzindo comida e eles comprando comida”, afirma Wolfart, encerrando o momento da semana com o lembrete: “Quando se juntam vontades e forças, há resultados maravilhosos para todas as partes”.