13/03/2018 07:00

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Presa sob a acusação de participar do assassinato do prefeito de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), Esvandir Antonio Mendes, a médica Yana Fois Coelho Alvareng foi denunciada pelo Ministério Público do Estado (MPE) pelo crime de exercício ilegal da Medicina. Essa é a terceira denúncia contra a falsa médica.

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Acusada de participação em morte de prefeito é denunciada por exercício ilegal da Medicina

Yana Fois Coelho Alvareng já foi denunciada pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, por ter apresentado certificado irregular de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria, no Hospital Municipal André Maggi, no municipio de Colniza.

Além disso, Yana também foi denunciada por participação na morte do ex-prefeito da cidade, Esvandir Antônio Mendes, conhecido como “Vando”, ocorrido no final do ano passado. Atualmente, Yana encontra-se recolhida na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

De acordo com a nova denúncia do MPE, Yana Fois Coelho Alvarenga exercia a profissão de médica sem autorização legal. Foi apurado que, entre os anos de 2006 a 2007, a denunciada usou documento público falso para obter a transferência do curso de Medicina oferecido pelo InstitutoTocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda para a Universidade de Iguaçu (UNIG), no Estado do Rio de Janeiro.

Durante as investigações, o MPE teve acesso a ofícios expedidos pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda, em julho de 2007, informando à Universidade de Iguaçu (UNIG) que os documentos utilizados pela referida acadêmica para efetivar a transferência foram adulterados grosseiramente. Além de ter sido reprovada em quase todas as disciplinas do curso, consta na denúncia que ela havia desistido da graduação antes de se transferir para o Estado do Rio de Janeiro.

Ainda, segundo o MPE, em março de 2008,o Reitor da Universidade de Iguaçu expediu Portaria, confirmando a desconstituição de colação de grau de Yana Fois Coelho, com a consequente invalidação do Diploma de médica. O fato foi, inclusive, comunicado ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

“A denunciada se utilizou o Diploma invalidado, para o exercício ilegal da medicina, no Hospital Municipal André Maggi, entre os anos de 2015 a 2017, laborando, inclusive, no dia em que o então Prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, veio a óbito”, diz a denúncia. (Com informações de Clênia Goreth, repórter MP/MT)