05/03/2018 13:33

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Marlenne Maria com Gilvan Melo

A característica de universalidade do SUS obriga o atendimento a todos os pacientes. Entretanto, o custo de manutenção da Unidade de Pronto Atendimento tem pesado no caixa da Prefeitura de Tangará da Serra.

Segundo o Secretário Itamar Martins Bonfim, levantamento feito no período de janeiro a outubro de 2017 mostrou que só em exames de tomografia e ressonância magnética foram gastos mais de R$ 200 mil reais no período de 10 meses, com pacientes que não residem em Tangará da Serra.

O mesmo levantamento demonstrou que 30% dos atendimentos realizados no período foram para moradores de outras cidades, incluindo Campo Novo do Parecis, Sapezal, Santo Afonso, Barra do Bugres, Denise e Arenápolis. “Atendemos até pacientes de outros estados que passam por aqui em viagem. Acontece qualquer problema ou acidente nas imediações, é na UPA que atendemos. Tudo isto é uma carga que o município vem abraçando e dando conta”, disse o Secretário.

A secretaria tem monitorado também os partos realizados, 30% dos quais são de residentes em outras cidades. “As mulheres chegam aqui já no final da gravidez, ficam na casa de alguma migo ou familiar, atualizam o cartão do SUS com aquele endereço para serem atendidos aqui. Sabemos disto porque rastreamos. Não negamos o atendimento, mas rastreamos”, explicou Itamar.

O Secretário ressalta que a Prefeitura não recebe por estes serviços, que são pagos com recursos do município, seja os atendimentos, seja os exames. Ele destacou que com o fechamento de hospitais na região, a situação se agravou. “Por estes dias com o fechamento dos hospitais de Barra do Bugres e Denise, aumentou também o volume de atendimentos. Após o atendimento fazemos buscas nos cartões SUS. Sabemos então, que a pessoa chegou à cidade no dia anterior e aqui atualizou seu cartão do SUS. Não tem como negarmos isto porque o SUS é universal. Mas a carga é grande”, explica.

Itamar Martins ressaltou que é urgente que se regularize a situação dos hospitais da região para que a situação não piore. “Para nós o funcionamento dos hospitais da região é muito importante porque aí teremos condições de atender os pacientes de Tangará, que é nossa obrigação”.

Internações

A UPA rem registro de internações de pacientes de cidades mais distantes, como Colniza, Juína e Brasnorte, entre outras. “Aí acontece aquela falta de leitos e as pessoas reclamam porque as vezes tem alguém na maca, mas não entendem que atendemos além de Tangará, pessoas de toda a região. Com este fechamento dos hospitais da região a tendência é o povo vir procurar aqui em Tangará da Serra. O Parto principalmente, porque sabem que temos contrato com o Hospital das Clínicas, sendo normal ou cesária, fazemos. Se tiver cirurgia de fratura fazemos também”, afirmou.