24/02/2018 07:23

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Marlenne Maria com Gilvan Melo

O número de casos diagnosticados das duas doenças tem aumentado no município. Para facilitar o acesso ao diagnóstico, o CTA/SAE oferece os testes gratuitos em horário estendido: das 07:00 às 16:00 sem intervalo para o almoço.

A Psicóloga Gislane Acuna, que integra a equipe do órgão em Tangará da Serra ressalta que o aumento no número de casos pode se dever a esta facilidade de acesso aos exames para diagnóstico. “‘Tem sido diagnosticado mais casos. Até porque temos divulgado cada vez mais a importância de se fazer o teste rápido. A qualquer momento o cidadão pode vir aqui fazer o teste”, disse ela.

Segundo Gislane, tem havido descuido em relação ao contágio de DSTs. “Quando surgiram os primeiros casos de HIV ou na época já diagnosticava como AIDS mesmo, houve toda uma campanha e movimentação sobre a prevenção com uso do preservativo. As pessoas, de certa forma, foram tendo esta consciência. Mas, à medida que as coisas se acalmaram, muitos deixaram de se cuidar. Muitas vezes porque não gostam de usar preservativo e os casos foram aumentando”, disse.

A Psicóloga alerta para o fato de que atualmente não há mais os chamados grupos de risco e o HIV está em todas as camadas sociais. “Independente de idade ou sexo. Hoje não existem mais grupos de risco. Então, qualquer pessoa está vulnerável se não tiver relação sexual de forma protegida. Sífilis também tem aumentado muito. Estamos diagnosticando volume grande de casos. Então, a população precisa ficar alerta e atenta”.

Ela lembra que todo o diagnóstico e tratamento estão sob sigilo determinado por lei. “A população pode ficar tranquila que nada será divulgado. A pessoa que for soropositivo, vai falar para quem achar que deve. E mais: aqui no CTA/SAE são tratados casos também de hepatite B e C, doenças sexualmente transmissíveis em geral. A pessoa não vem até aqui só porque tem HIV”.

Diagnóstico e tratamento

Todos os testes para diagnóstico de DSTs no CTA/SAE são gratuito. No caso dos testes rápidos o resultado sai na hora e o tratamento é totalmente gratuito. “É uma medicação que não falta e temos uma equipe com dois médicos, com infectologista e ginecologista, psicóloga, enfermeira, técnica de enfermagem. Somos uma equipe completa e todos são treinados para manter o sigilo, então não tenha receio de procurar o CTA/SAE”.

Gislane ressalta também que é importante fazer o teste, porque o quanto antes for iniciado o tratamento, maior será a eficácia. “Muitos dizem que nem querem saber se tem ou não a doença. Mas, é importante saber, porque a qualidade de vida vem a partir do tratamento. Se não tratar, pode levar a grande seriedade. Hoje quem trata HIV tem qualidade de vida”.

Preconceito

Para a psicóloga, o preconceito ainda é um grande problema. “Ainda há quem pensa que se chegar perto fica doente. A transmissão é por via sexual ou contato direto do sangue com sangue”, lembra.

A equipe do CTA/SAE mantém trabalho constante de prevenção, realizando palestras em escolas, comunidades terapêuticas e empresas que solicitem. “No Carnaval também disponibilizamos preservativos até mesmo na rodoviária para quem quisesse à vontade. A população tem acesso a tudo isto. O preservativo, tanto masculino quanto feminino é gratuito em todas as unidades de saúde e a pessoa pega quantos quiser. Então, não se cuida quem realmente não quiser”.