07/02/2018 12:46

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Após rompimento de 2 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e 3 represas, instaladas dentro de propriedades rurais de 3 grupos agropecuários em São José do Rio Claro (315 km a Médio-Norte de Cuiabá), equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e da Defesa Civil estão na região, fazendo um levantamento in loco dos prejuízos econômicos, sentido pelos fazendeiros, e ambientais, causados pela força das águas.

Imagens aéreas, feitas com apoio da aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Polícia Militar, na tarde desta terça-feira (6), impressionam e mostram que a tragédia poderia ter sido grande, a exemplo do que ocorreu em Mariana, Minhas Gerais, em 2015. O rompimento da barragem da Samarco destruiu o distrito mineiro de Bento Rodrigues, tomado pela lama, e matou 19 moradores.


Defesa Civil

Águas seguiram das barragens ao rio Arinos

Como trecho para onde a água escoou das barragens até o rio Arinos não é habitada, não houve feridos, desabrigados e nem pessoas mortas.

Os fazendeiros dos grupos plantadores de grãos Bom Futuro, Esplanada e Libra ainda não divulgaram os prejuízos materiais que tiveram e o que as águas destruíram.

As PCHs e represas que romperam ficam em fazendas de grãos e distribuíam energia ao sistema nacional. Sendo assim, o prejuízo dos empresários do campo é tanto com as lavouras quanto com a suspensão da produção hidrelétrica.

Defesa Civil

Do ponto de vista ambiental, major Bruno Nascimento, que participou do sobrevoo à área atingida, já fala em mata ciliar alagada, com características de cerrado de transição para floresta amazônica, e mortandade de animais. "É muito cedo para darmos uma noção exata dos danos ambientais", resume o major.

Sargento Wagner da Defesa Civil, que está em São José do Rio Claro, explica que uma equipe está descendo, nesta quarta-feira (7), de embarcação, o rio Arinos, para avaliar, até amanhã, se o manancial elevou de nível e se alguma comunidade ribeirinha mais adiante foi surpreendida com alagamentos.

A reportagem tentou falar com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), para saber qual é a avaliação dos fazendeiros mas não conseguiu contato até o fechamento desta matéria.

O prefeito de São José, Valdomiro Lachovicz, afirma que a situação está sob controle.

O órgão responsável pela fiscalização das barragens é o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Em 2016, o Ministério Público Federal também abriu procedimento para verificar a segurança de todas as instaladas em MT.