05/02/2018 07:00

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Marlenne Maria - da Redação

O último domingo de janeiro é o Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Neste ano, foi em 28 de janeiro. Em Tangará da Serra, as equipes de saúde passaram por capacitação para realizarem no 03 de fevereiro o “Dia D” contra a doença.

A equipe da Secretaria Municipal de Saúde destacou o sucesso com a campanha pela grande procura pelo atendimento no Posto Central. “É importante frisar que as pessoas estão se cuidando mais. Estamos fazendo um mutirão mesmo de avaliação hoje. Todas as pessoas que têm alguma suspeita precisam ser avaliadas. É importante esta avaliação para quem conviveu com alguém que já teve a doença porque podemos encontrar casos novos”, disse Gicelly Zanatta Souza, Coordenadora de Atenção Básica em Tangará da Serra.

Segundo ela, 100% da população já teve contato com a Hanseníase, mas apenas 10% acabam desenvolvendo a doença. “Geralmente há o fator familiar. Pessoas que convivem muito com a mesma pessoa na casa, tem predisposição maior a desenvolver a doença”, explicou.

Gicelly destacou ainda que a Hanseníase é uma doença silenciosa e pode apresentar sintomas mesmo cinco anos após o contato com a pessoa doente.

Em Tangará da Serra foram detectados 50 novos casos ao longo do ano de 2017. Em média de 70 a 75 pessoas estão em tratamento constantemente no município. Isto porque às vezes o período do tratamento chega a dois anos. Gicelly explica que a medicação é distribuída gratuitamente. “ O remédio é envidado pela Organização Mundial de Saúde e todos os pacientes recebem, conforme notificados”.

Entre os sintomas da doença estão manchas avermelhadas, às vezes com bordas escuras ou avermelhadas e áreas com perda de sensibilidade.Lesões nos nervos são outro sintoma. Neste caso, podem haver sequelas segundo explica a coordenadora. “O local de preferência do bacilo são os nervos, que são acometidos, podendo ser acometida a pele e vemos as alterações. Nosso maior problema com a hanseníase nem é a mancha na pele, mas as deformidades que podem acarretar pela lesão do nervo”, explica Gicele.

Itamar Martins Bonfim, secretário Municipal de saúde, destacou a importância de a população buscar o atendimento para fazer diagnóstico em relação à doença. “A hanseníase é uma doença muito antiga e tem preconceitos. As pessoas às vezes escondem e os familiares também não gostam de falar que tem uma pessoa com hanseníase em sua casa. Temos o tratamento em todos os postos de saúde. Se for diagnosticado pela equipe aqui no Posto Central, iremos a residência e falaremos com todos que tem contato há muito tempo com este doente. Estas pessoas também farão exames e o que for necessário. O objetivo é parar o ciclo da doença”.

O Secretário disse ainda que a partir da 1ª dose de medicação o vírus já não é transmitido. O estado de Mato Grosso ainda tem o maior número de casos no país.

No mutirão, 167 pessoas foram avaliadas.

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