02/02/2018 07:33

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Marlenne Maria com Asis Wébio

O assunto está em discussão já há algum tempo e em Tangará a Prefeitura já está autorizada pela Câmara a participar.

O Secretário Municipal de Saúde de Tangará da Serra, Itamar Martins Bonfim disse à Pioneira que o mecanismo facilitará a compra e entrega da medicação em todos os municípios da região.

Ele destaca que o problema é crônico e afeta grandemente o serviço. “É o principal gargalo da saúde hoje. Temos muitos problemas com UTIs e alta complexidade, mas o principal problema é a falta de medicamentos. A pessoa precisa entrar, por exemplo, em um programa de tratamento para Diabéticos ou Hipertensos. Oferecemos a consulta, o exame laboratorial, mas o medicamento na maioria dos casos falta. Isto em nível de Brasil e no Mato Grosso principalmente por ser longe dos grandes centros de produção de medicação”.

Itamar ressaltou que a Secretaria tem a intenção de trabalhar os programas de forma bem monitorada. Com este propósito a distribuição de medicamentos da rede pública está sendo descentralizando para quatro farmácias, duas das quais já estão implantadas.

Segundo o Secretário, mais dois farmacêuticos serão contratados para que haja atendimento em todos os pontos. “Mas, o grande problema é que as empresas que participam das licitações, vem, apresentam todos os documentos exigidos, o menor preço, ganham a licitação e naquele momento de assinar o contrato, em que é emitido o primeiro pedido com quantia de medicamentos, a empresa infelizmente não tem para entregar. Às vezes é licitado em 60 ou 90 dias já emite documentos pedindo para subir os preços”.

Ele disse também que muitas vezes as empresas enviam menos medicamentos do que o solicitado. “Isso dificulta o atendimento a toda a comunidade. Tangará é uma cidade grande e a dificuldade é registrada em todo o estado”.

Com o propósito de amenizar o problema, os advogados da Prefeitura estão cobrando as empresas. “Devido a toda esta problemática, nosso Departamento Jurídico tem trabalhado notificando as empresas. Algumas até desistem e temos que esperar um prazo para chamar a 2ª colocada, que às vezes também fala que o preço não é mais satisfatório. É importante frisar que não podemos pegar recursos públicos e ir a uma farmácia e comprar um produto que já está licitado. É muita burocracia”, explica Itamar.

A saída que ele vê é a criação do consórcio para aquisição de medicamentos. No projeto estão envolvidas a Associação Mato-grossense dos Municípios - AMM, o Tribunal de Contas e o Ministério Público. Na tarde desta 4ª-feira (31), aconteceu mais uma reunião em Cuiabá para discutir o assunto. “Ainda em fevereiro haverá decisão final em cima de toda a documentação juntada. Dito pelo Procurador Geral de MT Mauro Curvo. Com os 141 municípios consorciados o volume de medicamentos é muito grande. Então, interessará até para alguma indústria produzir os medicamentos. A saída que vejo é esta, é que, com o Estado junto sejam comprados estes medicamentos e depois feita a distribuição”, explica Itamar.

Pelo projeto inicial a sede permanecerá na AMM por um período. Cada município confeccionará a lista de necessidades, passará para a AMM e os medicamentos serão retirados em Cuiabá. Futuramente poderá haver descentralização para os polos regionais.

Itamar Martins destacou ainda o fator economia que poderá ser gerado na compra dos medicamentos em virtude do volume a ser adquirido.