01/02/2018 07:19

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Marlenne Maria com Gilvan Melo

A Coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra Juliana Herrero convidou a imprensa na tarde desta quarta-feira (31) para falar em coletiva sobre a divulgação de um caso suspeito de Chikungunya que está sendo investigado no município.

Segundo ela, o fato de haver um caso suspeito é um dado irrelevante diante da realidade vivida no setor e não deve levar a maiores receios. Ela justificou a irrelevância do caso lembrando que no ano passado houve 30 casos suspeitos da doença em Tangará da Serra, 22 dos quais foram confirmados. “Já sabemos que temos o vírus circulante em Tangará da serra. O mais importante é que população tenha cuidado. Da Dengue, que tem o mesmo vetor, o Aedes, tivemos no ano passado mais de 300 notificações. 137 notificações foram confirmadas. Este ano temos 6 casos confirmados e 1 descartado”, relatou Juliana.

A coordenadora disse ainda que a população está fazendo sua parte, ressaltando que só é possível prevenir doenças transmitidas por vetores como o mosquito Aedes Aegypti, com a participação da população. “É um número pequeno em relação a 2017. Significa que nossa população está fazendo o dever de casa. O controle do Aedes depende mais da população do que do Poder Público. Só conseguimos controlar o mosquito se eliminarmos o criadouro. As pessoas precisam o ano inteiro cuidar dos depósitos que podem ser criadouros do mosquito”, afirmou.

Em relação à notícia publicada, Juliana disse que para a Vigilância, casos suspeitos são rotina. Ela destacou que o caso é de um paciente adulto, que está bem, não tendo sido registrada evolução ou complicação com a doença. ‘É apenas um caso suspeito”.

O resultado do exame em relação ao referido paciente deve ser divulgado em cerca de 30 dias. Os exames são mandados para o LACEM que é o laboratório de referência em Mato Grosso.

Juliana alertou, entretanto, que o fato de ter poucos casos registrados em Tangará da Serra não pode levar a descuidos. “Já tivemos grandes epidemias, como a de dengue em 2009 e de Zika em 2016. Mas, não tivemos epidemia de Chikungunya, que era o previsto em 2017. Porque nossa população está entendendo que é preciso cuidar do quintal. Não podemos deixar acontecerem criadouros. Só conseguimos prevenir estas doenças transmitidas pelo Aedes, se eliminarmos os criadouros”.