01/02/2018 07:45

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) protocola, na tarde desta quarta-feira (31), junto à Assembleia Legislativa (ALMT), o pedido de impeachment do governador Pedro Taques (PSDB) por crime de responsabilidade, ao não repassar integralmente os duodécimos dos poderes e órgãos autônomos. A medida ocorre após a mesma categoria cobrar na Justiça bloqueio de R$ 250 milhões nas contas do Estado referente às dívidas junto ao Tribunal de Justiça.

Marcus Vaillant

Pedro Taques

O presidente do Sinjusmat Rosenwal Rodrigues afirmou que a Constituição está sendo ofendida por Taques, ao atrasar os pagamentos de recursos que compõem os orçamentos dos Poderes. “Está sendo ofendido por estar descumprindo a regra constitucional, principalmente pelo fato dele ser professor de Direito Constitucional, entender da matéria constitucional, ele está rasgando ela e jogando na lata do lixo”, disse o sindicalista.

Rosenwal lembra que, em 2016, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) já havia advertido o chefe de Estado sobre a necessidade de regularizar os repasses. “O TCE já falava pra ele: Olha, o senhor tem que imediatamente repassar aos poderes porque o que o senhor está passando é menor, não está passando o que é devido aos poderes. E ele simplesmente, em 2017, fez um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] e o TAC também ele não cumpriu”.

O sindicalista ainda fez um comparativo entre a atual gestão e as anteriores, que não passaram por problemas com pagamentos aos poderes. “Com todas as roubalheiras que os governos passados fizeram, eles estavam honrando com o compromisso institucional!”, apontou.


Otmar de Oliveira

Rosenwal Rodrigues

Rosenwal também chegou a chamar Pedro Taques de ditador, comparando-o com o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. “Eu classifico ele como Nicolas maduro, ditador da Venezuela porque o discurso dele era de que tinha queda de receita e pelo contrário, a receita aumenta mês a mês, quem está segurando o Brasil é Mato Grosso! Como que ele vem falar que não está tendo receita?”, criticou.

Questionado se acredita que o processo de afastamento do governador dará resultado, mesmo com ano eleitoral, Rosenwal Rodrigues se disse otimista. “Eu estou confiante, independente disso, eu não tenho nada com política. Eu estou fazendo o meu papel institucional, defendendo os trabalhadores do Judiciário. Ele começou a atrasar os nossos salários, começou a nos afetar. Além do mais, a gente tem que prezar também pela população!”, justificou.