17/01/2018 07:52

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Rádio Pioneira com Assessoria

O acadêmico Thiago Oliveira Freitas Becker do curso de Medicina da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) agregou ao seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) um grande trabalho de extensão. A busca pelas causas da baixa acuidade visual em crianças, com média de oito anos de idade, extrapolaram o levantamento de dados e se materializaram em óculos para quem antes não podia enxergar o mundo com clareza.

Becker dividiu seu trabalho em duas etapas: na primeira aplicou um teste em 490 crianças do 2º e 3º anos do Ensino Fundamental de 14 escolas da rede municipal de Cáceres. Com o uso da escala Snellen ele avaliou separadamente o olho direito e depois o esquerdo destes alunos, para ver até onde eles enxergavam. A escala é colocada na parede, e a criança a uma distância de seis metros. Durante o teste, a capacidade ocular é avaliada pela última linha lida sem dificuldade. As crianças que já usavam óculos também foram avaliadas sem e com as lentes. Por meio desta avaliação, Becker triou 85 alunos que possivelmente teriam problemas visuais para a segunda etapa do trabalho.

As 85 crianças foram encaminhadas para consulta e exame oftalmológico completo no último sábado (13), no Centro Oftalmológico de Cáceres (COC). Os procedimentos foram realizados com a participação da orientadora do TCC de Becker, professora e coordenadora do curso de Medicina da Unemat, Heloísa Miura, em parceria com o serviço de residência médica do COC. "Após os exames, todas as crianças que precisavam de prescrição médica ganharam os óculos", contou o acadêmico que obteve parceria com uma ótica.

Segundo Becker, a faixa etária escolhida se deu pela criança "teoricamente" já estar alfabetizada, "mas o principal motivo é que nesta faixa etária é possível identificar e tratar problemas oftalmológicos com grande diminuição de prejuízos para esse indivíduo", considerou. O acadêmico ainda está em processo de análise dos dados de sua pesquisa, no entanto já pode dizer que um grande número de crianças com baixa acuidade visual não sabe identificar que tem o problema, e possui dificuldade de aprendizado. Segundo ele, essas crianças precisam ser observadas mais atentamente. "Elas tem que ser identificadas e tratadas para melhorar a qualidade de vida e o desempenho escolar. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor e mais eficaz o tratamento", concluiu.

A realização do projeto se deu pela parceria entre Unemat, COC e Secretaria Municipal de Educação.