22/12/2017 07:56

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

Epidemia de conjuntivite já chegou a 22 municípios de Mato Grosso ou seja a 13% das cidades do Estado. A Vigilância Epidemiológica Estadual informa que foi notificada de registros de casos em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Tangará da Serra, Juína, Juscimeira, Rondonópolis, Juara, Arenapolis, Barra do Bugres, Denise, Campo Novo dos Parecis, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Santo Afonso, Porto Estrela, Sapezal, Paranatinga, Alta Taquari, Castanheira, Colniza e Cáceres.

Médico Renato Bett, presidente da Associação Matogrossense de Oftalmologia, assegura que, embora a virose esteja se espalhando rapidamente, os agentes causadores até agora são de menor potencial ofensivo.

A infecção, segundo o médico, só é grave, se não for bem cuidada e evoluir para um quadro bacteriano. Nestes casos, surgem úlceras oculares, mas que também têm tratamento. O risco de cegueira, provocada por conjuntivite, é mínimo.

Quanto ao tratamento, ele sugere o uso de soro fisiológico e não água boricada, além de medicamentos que amenizem os sintomas. “Dói bastante, incomoda e forma secreção”, detalha o médico. “Não recomendo a auto-medicação porque uma infeção pode ser diferente da outra e no consultório temos equipamentos para confirmar isso. Então, não é para usar o que o vizinho usa. Procure um oftalmologista”, recomenda.

O ciclo da virose é de 7 a 10 dias e a recomendação médica e também da SES para neste período é para ficar em casa. Isso “evitar atingir outras pessoas do mesmo convívio de quem está doente”, como diz trecho da nota que a Secretaria emitiu.

A aposentada Maria Christina Vieira, 46, de Cuiabá, pegou conjuntivite dia 10 deste mês, um domingo. “Começou a incomodar e depois ardia, eu não conseguia ler, nem aguentava a claridade da luz do sol ou elétrica”, explica ela, que também é estudante. Para tratar, usou colírio indicado por médico. “Já melhorou”, afirma.

Chico Ferreira

Diante das notificações, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, emitiu um informe público sobre o assunto, explicando que a conjuntivite “é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a porção anterior da esclera e a face interna das pálpebras”. A nota diz ainda que “a transmissão ocorre de pessoa a pessoa, através de contato com secreções ou objetos contaminados”.

Os sintomas mais comuns são olhos avermelhados (hiperemia dos vasos sanguíneos da conjuntiva), prurido, sensação de desconforto, inchaço do olho ou pálpebra, lacrimejamento com secreção mucopurulenta, sensibilidade à luz (fotofobia), visão borrada, pode ocorrer febre, dor de garganta e dores pelo corpo.