20/12/2017 06:23

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Rádio Pioneira com Assessoria

O Estado de Mato Grosso teve um aumento nos casos de Chikungunya. Apesar das maiores notificações continuarem por parte da Dengue, com 11.231 casos, a outra patologia aparece em ascensão, com 3.471 notificações. Isso corresponde a um aumento de 141 por cento nos casos de Chikungunya, segundo o Boletim Epidemiológico levantado pela Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso. O gerente de Controle de Vetores e Zoonoses, Sandro Luiz Netto, afirma que isso se deve por conta de alguns criadouros, como por exemplo, caixas d’água, que favorecem para que o mosquito consiga se desenvolver com facilidade. Para tentar manter a situação controlada, ele conta que as visitas dos agentes de vigilância existem também para levar informações aos moradores sobre os cuidados que devem ser adotados para evitar a proliferação do mosquito. Sandro lembra que o combate não é uma função exclusiva do estado, mas de toda a população.

“Na verdade existem alguns moradores que acreditam que é o papel do agente fazer o trabalho de eliminação, e simplesmente, não aceitam as orientações, ou demandas de trabalhos para eles. Então, infelizmente, a gente está numa campanha de mobilizar, de conscientizar a população, de que ela tem a responsabilidade de manter o seu quintal livre do Aedes aegypti, não simplesmente no momento da visita do agente”.

A cidade mais acometida pelas três arboviroses é a cidade de Várzea Grande, localizada a sete quilômetros de Cuiabá. Elisângela Maria Ferrares, moradora da região, tem 34 anos, é engenheira sanitarista, casada e não possui filhos. Ela teve Chikungunya em abril deste ano e sofreu por três meses com os sintomas. Elisângela buscou tratamentos alternativos, mas nenhum deles funcionou. A engenheira diz que conseguiu continuar trabalhando, pois ficava sentada e não fazia esforço. Ela convida a população a se preocupar mais com os possíveis focos do mosquito.

“Independentemente do poder público, nós temos que fazer a nossa parte, nós temos que cuidar do nosso quintal. Tem que haver um bom senso, para que todos saiam ganhando, porque não é fácil viver de medicamentos e ficar inválido por meses, tudo por conta de um mosquito. A população tem que saber que o que ela faz em casa, vai refletir na casa do vizinho.”

Os sintomas da Chikungunya são febre, acima de 39 graus, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações de pés e mãos e dor de cabeça. Podem persistir por vários meses, mesmo após a cura. Por isso, verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.