14/12/2017 14:26

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Marlenne Maria com Aline Schwaab

O assunto foi discutido em reunião na noite desta quarta-feira (13) no auditório da ACITS – Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra.

O Diretor Executivo da ACRISMAT – Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso, Custódio Rodrigues de Castro Júnior esteve presente, falando sobre as oportunidades na atividade e Eldo Leite Gatass Orro, coordenador da Câmara de Política Agrícola e Crédito Rural detalhou financiamentos via linhas de crédito do Fundo Constitucional do centro Oeste – FCO.

Em entrevista à Rádio Pioneira, Leôncio Pinheiro ressaltou que o objetivo do encontro é o fortalecimento da cadeia produtiva suinícola no Estado. “Estamos falando na Suinocultura nas propriedades de pequeno porte e também naquelas propriedades que vão produzir ou estão produzindo para a subsistência”.

Ele ressaltou que grande parcela da população mato-grossense sabe do trabalho que vem sendo feito nas granjas tecnificadas na região Médio Norte, com o produto carne suína sendo exportado para vários países. Ele lembrou ainda que Mato Grosso é campeão na produção de soja. e está no ranking na produção de milho. “Fechamos o ano de 2017, nessa safra, com mais de 31 milhões de toneladas de soja, com quase 30 milhões de toneladas de milho e essa proteína vegetal naturalmente tem que ser transformada em proteína animal. Para isso, buscamos através da frente parlamentar que é formada por cinco deputados: Zeca Viana, Dilmar Dal Bosco, José Domingos, Oscar Bezerra, Wilson Santos e Mauro Savi, instrumentos para ajudar como parceiros no fortalecimento da atividade e fazer introduzir essas cadeias produtivas de forma tecnificada”.

Segundo ele, a Acrismat foi buscar parceria com a Frente Parlamentar, trazendo a Embrapa. “Nós estamos já finalizando um planejamento estratégico participativo, conjunto, integrado para que a gente possa fomentar essa cadeia produtiva no estado”.

Custódio de Castro avaliou como muito produtivo o encontro. “No nosso entender o evento foi bastante salutar. A gente pode ver o interesse de vários produtores, principalmente perguntando se aqui existia a possibilidade de se fazer uma suinocultura. Afirmamos que Tangará da Serra pode andar muito na questão da suinocultura, fazer com que a própria Prefeitura, o poder público comece a agregar esses produtores”.

Ele ressalta que a vinda da equipe a Tangará foi importante porque deixa também a Associação dos Criadores de Suínos, à disposição dos produtores de Tangará da Serra. “PoderemosC estar aqui em outra oportunidade, principalmente fazendo esses cursos de manejo para melhorar a suinocultura. A gente costuma falar muito na questão de abate, mas no nosso entender, enquanto Acrismat, o interesse de estarmos trabalhando com esse produtor é ajudar a melhorar essa suinocultura pequena que ele tem dentro do município de Tangará da Serra, dentro do Estado de Mato Grosso. Eu acho que isso é mais importante e já vem melhorar consideravelmente a suinocultura de cada uma dessas pessoas que aqui vieram”.

Custódio disse que a Acrismat está à disposição para responder todas as perguntas e pode trazer cursos para trabalhar com os produtores dando o pontapé inicial para a suinocultura no município. “A associação tem trabalhado cursos de gastronomia, cursos de cortes, palestras em relação à saúde com a Universidade Federal e Nutricionistas. Fizemos recentemente trabalhos para melhoria dos pratos dentro de alguns estabelecimentos. Aqui no estado hoje alavancamos para quase 13 quilos per capita por ano de consumo da carne contra os 7 quilos no ano”.

Referindo-se à expansão da atividade e do consumo de carne, ele conta ainda que em Cuiabá dentro do mercado do porto em 2001 havia seis boxes comercializando carne suína. Hoje são mais de 30 estabelecimentos. “Temos box lá que corta 35 suínos por dia. É um número considerável e é um trabalho que estamos fazendo para alavancar”

A sugestão do integrante da equipe da Acrismat é oferecer em Tangará também cursos de defumados. “O pequeno produtor depende disto. O município pode trabalhar inspeção para que o produtor agregue valor ao produto com linguiças, costelas defumadas e outros para que traga benefícios econômicos para o produtor e para o município”.

Segundo ele, a suinocultura pode agregar e multiplicar possibilidade de rendimentos. “A associação faz o trabalho de trazer tecnologia e cursos e mostrar que há alternativas para que ele possa diversificar a propriedade e trazer benefícios para toda a família”.

O técnico da EMPAER Eliel Ferreira Porto destacou também em entrevista à Rádio Pioneira a importância das discussões, ressaltando que a cooperativa pode ser o caminho mais seguro para o desenvolvimento da atividade. “É importante a perspectiva de mais uma atividade aqui no município. Temos agora que fazer um planejamento muito bem feito. A ideia da cooperativa é excelente. Talvez se tivéssemos uma cooperativa empenhada em criar leitões e repassar para criadores seria ótimo. Já vi este modelo funcionar no Sul e acredito que seja o modelo que vai ser uma alavanca em termos de produção para a região. Foi muito bom o encontro no sentido de tirar dúvidas e deixar subsídio para que o produtor decida”

Eliel ressalta que a EMPAER é parceira. “Temos a Dra. Marilene, Zootecnista que faz parte da comissão no estado e somos parceiros em tudo que for realmente do interesse da classe produtora”.

(colaborou Silvio Sommavilla)

​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura​Tangará poderá ter Cooperativa para fomento da suinocultura