09/11/2017 14:01

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Marlenne Maria - da Redação

O vereador Rogério Silva reassume hoje a vaga na Câmara de Vereadores de Tangará da Serra depois de uma passagem de quatro meses na Câmara dos Deputados. Ele assumiu a vaga no lugar de Valtemir Pereira.

Em entrevista à Pioneira nesta 5ª-feira o parlamentar disse que a experiência foi muito positiva. “O conhecimento intelectual sobre como funciona a máquina pública em nível do Brasil, com os assuntos sendo discutidos de forma macro foi de grande valia. Tenho certeza que isto me dá condições de conduzir os três anos ainda que me restam de mandato de vereador com muito mais tranquilidade e encurtará caminhos em busca do atendimento de demandas para o município”.

Junto à população regional, Rogério Silva disse que percebeu a necessidade de ter um representante na Câmara Federal. “O Deputado Federal é o personagem legítimo para cobrar as demandas da cidade e região. O acesso aos ministério e secretarias nacionais é importante. Veja que nestes quatro meses tive oportunidade de participar de quatro audiências com o Presidente da República. E estas audiências e conversas nos rendaram frutos em seguimentos importantes para o município”.

Ele destacou ganhos para Tangará da Serra, em especial na saúde e infraestrutura. “Neste pouco tempo lá conseguimos consolidar um montante de R$ 4 milhões e 400 mil reais dos quais mais de 3 milhões já foram repassados. Os outros 1 milhão e 400 mil que é para aquisição de leitos de UTIs já estão empenhados e acredito que nos próximos dias serão pagos também”.

Na infraestrutura ele conseguiu colocar emenda no valor de R$ 3 milhões de reais para iluminação pública dos dois acessos mais importantes da cidade: a Lions Internacional e o trecho do Jardim Goiás até a UNEMAT. “Neste período as propostas já são cadastradas de forma direcionada. Abriu-se proposta e o município já cadastrou estes três milhões para iluminação pública e eles estão analisando. Foi assim também com os recursos para a saúde. Foi muito rápido. Em pouco mais de dois meses recebeu as duas parcelas. Acreditamos que ainda este ano o recurso será repassado”, disse.

O Deputado ressaltou que a região precisa se organizar para garantir representantes permanentes, tanto na Assembleia Legislativa, quanto no Congresso Nacional. “É difícil, mas Tangará está em um momento em que tem condições de consolidar esta cadeira no Congresso Nacional. É preciso que as classes políticas se organizem, renunciem às bandeiras partidárias e aos interesses pessoais. Assim, acredito que tenhamos condições de avançar nesta conquista. Hoje temos condições de manter as duas cadeiras estaduais conquistadas e avançar para uma de federal”, afirmou.

Ele explicou que no final de outubro foram apresentadas as emendas parlamentares. ‘Existem lá as emendas individuais que são 15 milhões por ano e as emendas de bancada. São definidas estas emendas de bancada par ano máximo dois segmentos. Em 2017 a emenda de bancada foi destinada toda para a saúde no estado. Para 2018, do montante de R$ 150 milhões foram R$ 75 milhões para Rondonópolis, R$ 20 milhões para Sinop, R$ 20 milhões para Cáceres e R$ 20 milhões para Tangará da Serra. Os outros R$ 15 milhões ficaram para o Governo do Estado aplicar na saúde. Conseguimos estes R$ 20 milhões para o custeio do hospital aqui, por termos este representante lá, porque cada um ‘puxou a sardinha para seu lado’. Para Rondonópolis foram R$ 75 milhões porque eles têm dois senadores e dois deputados federais. Sabemos que o eleitor está muito cansado com tudo que vem acontecendo, mas alguém vai gerenciar o recurso público. Então, precisamos todos ter consciência”, afirmou.

Ainda em relação à infraestrutura Rogério Silva lembrou os avanços em relação à liberação de recursos de uma emenda do falecido deputado Homero Pereira. “O município já está preparando o termo de referência para licitar a abertura da avenida que liga o Bairro Bela Vista à MT 480, passando pelo Buritis. Já estão na conta do município R$ 1 milhão e 200 mil e nos próximos dias deverá ser licitada aquela avenida importante para toda a comunidade”.

Voto pela permanência do Presidente

Bastante criticado nas redes sociais quando da votação pela permanência do presidente Michel Temer no cargo, Rogério Silva disse que decidiu pensando no melhor para o coletivo. “Se votássemos pelo afastamento do presidente, ele seria afastado de imediato e o presidente da Câmara Rodrigo Maia. Provisoriamente ele assumiria pelo prazo de até seis meses, tempo para que o STF analisássemos a legitimidade do afastamento. Ele com certeza mudaria a equipe econômica. Mais de 27 ministérios, secretarias nacionais e diversos órgãos. Iria mudar o ritmo da administração federal. Seis meses depois o STF poderia dizer que foi legítimo o afastamento e seria convocada eleição indireta. Isto seria em maio de 2018. Este presidente administraria por cerca de 8 meses. Dois meses depois de assumir, em agosto, estaríamos iniciando nova eleição para escolher quem tomaria posse em 2019. Em pouco mais de um ano poderiam passar três presidentes da República. Imagina o caos. Hoje a economia depende muito da estabilidade política do país. Foi uma decisão muito difícil, mas votei bem-intencionado, sem buscar benefício próprio nenhum, pensando na coletividade. Não pensei só em Tangará. Pensei no país”, disse.

Fazendo a ressalva de que o sistema não deveria funcionar assim, Rogério Silva lembrou que votou como integrante da situação no Governo. “Se eu votasse contra o presidente, estes recursos que conseguimos carrear para Tangará e região, não teriam vindo. Porque, infelizmente, deputado de oposição não tem condições em pouco espaço de tempo de ir lá e conseguir recursos para o seu município, ainda fora de momento de empenho de emendas no orçamento. Alguns podem pensar que vendi o voto para conseguir as coisas. Mas, vou dizer assim: quem vai agradecer será aquele que em breve precisar de uma vaga na UTI e terá no hospital de Tangará. E também aquele que em breve precisar de um procedimento cirúrgico e poderá fazer aqui em Tangará. Tenho a consciência muito tranquila de que não fiz nada de ilícito ou comungando com algum ato de corrupção. E em relação ao Presidente Temer, o processo continua correndo e se ele deve, irá pagar”.