04/11/2017 07:40

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Marlenne Maria com Asis Wébio

O projeto “Seu Lixo Eletrônico Tem Endereço”, desenvolvido por alunos da Escola Técnica Estadual (ETE/Secitec) de Tangará da Serra foi apresentado na 14ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontece de 24 a 26 desta semana, na Arena Pantanal, em Cuiabá.

O projeto foi desenvolvido pelos alunos do curso de Manutenção e Suporte em Informática (MSI) da Escola Técnica e foi classificado em avaliação pela organização do evento que acontecerá na capital, após apresentação na Semana da Ciência, Tecnologia e Inovação promovido pela ETE/Secitec, em agosto. Os autores Sergio Roberto Reichert e Luiz Fernando Carvalho estiveram à frente da apresentação do projeto, sob supervisão e orientação da professora Josenai Terra.

Nesta semana, eles destacaram o resultado alcançado em entrevista à Pioneira. “O nosso prêmio foi um bônus, por termos participado junto com representantes de mais de 30 cidades e mais de 50 projetos”, destacou Luiz.

O projeto prevê parceria entre a Escola Técnica e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). Pelo projeto, as escolas das redes públicas estadual e municipal receberão contêineres especiais para que a população do bairro onde a escola está localizada faça o descarte de equipamentos exclusivamente eletrônicos já em desuso, como computadores, impressoras, monitores, tablets, celulares, micro-ondas e outros. Empresas e órgãos públicos também poderão realizar o descarte nestes locais.

O objetivo do projeto é proporcionar destinação correta destes resíduos, que possuem grande potencial poluidor, já que contém elementos altamente tóxicos como arsênio, cádmio, chumbo e mercúrio, que contaminam o solo e o lençol freático, representando riscos à saúde humana e animal.

Os equipamentos descartados serão triados desmontados pelos alunos do MSI, que testarão os componentes (fontes, hd’s, placas, processadores, etc.), identificando os que ainda podem ser recondicionados. Os componentes restaurados poderão ser aproveitados por instituições públicas e entidades assistenciais/beneficentes/filantrópicas e associativas, enquanto o material inservível seguirá, através do Projeto Tangará Recicla, à Cooperativa de Reciclagem de Tangará da Serra (Coopertan) para o devido encaminhamento. Serão elaborados relatórios e estatísticas mensais sobre o material recepcionado, as peças recondicionadas e as entidades/instituições beneficiadas.

Segundo a professora Josenai Terra, o projeto significará menos volume no aterro sanitário, com redução da poluição no meio ambiente e também dos riscos à saúde pública. Além destes benefícios, o projeto representará aprendizado prático aos alunos do MSI.

“É menos desperdício, é benefício social, menos riscos à saúde pública e menos degradação ambiental”, disse Sérgio Reichert, lembrando que em Tangará da Serra é grande o volume produzido deste tipo de lixo. “Em uma cidade de 100 mil habitantes, no mínimo 20 mil domicílios têm computadores. Smartphones ou outros. Muitas empresas trocam computadores todos os anos e também os órgãos públicos que também precisam descartar este material e não tem para onde destinar. A situação é grave”, disse.

A proposta está em análise na Assembleia Legislativa para ser convertido em política pública através de um projeto de lei.

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