18/10/2017 14:10

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Marlenne Maria com Heverton Luiz

Foto: Heverton Luiz

O Centro Municipal de Ensino Silvio Paternez, Vila Horizonte foi a primeira instituição a aderir à paralisação anunciada pelo Sintep Subsede de Tangará da Serra. A greve foi decidida ainda no mês de agosto e confirmada em assembleia nesta semana.

Mais de 20 profissionais que atuam naquele estabelecimento paralisaram as atividades a partir de hoje. A Professora Solange Gomes falou à reportagem Pioneira, destacando a motivação da categoria para a greve. “O motivo da greve é o não pagamento do reajuste geral anual. Temos como data base o mês de maio e até o momento não foi concedido este reajuste”.

A paralisação é por tempo indeterminado. Ao longo desta semana haverá reuniões em todas as unidades escolares do município para informar pais e estudantes a respeito da greve que acontece por tempo indeterminado. “Temos a preocupação de conscientizar a comunidade”, disse ainda a Professora.

A Presidente da Subsede do Sintep Tangará da Serra Francisca Alda de Lima destacou em entrevista à Pioneira que a expectativa é que mais estabelecimentos paralisem as atividades nesta semana. Segundo ela, a educação tem uma pauta extensa de reivindicações no município. “RGA é a pauta unificada dos funcionários públicos. A educação solicita, além da RGA, solicitamos outros direitos que também estão na legislação, que são o material para preparo das aulas para o professor contratado. Exigimos também que as escolas tenham melhor condição de estudo e trabalho, a posse de classificados em concurso público e a participação do Sintep nos conselhos que lidam com a educação”.

Segundo a sindicalista, tanto a SEMEC – Secretaria Municipal de Educação, quanto o Prefeito Municipal e a Câmara de Vereadores conhecem a pauta, mas o diálogo não se estabeleceu ainda. “Como não tem diálogo com a educação estamos paralisando”.

Francisca pediu aos pais que atendam o convite das escolas para as reuniões que devem acontecer nesta semana para repasse de informações sobre o movimento.

Ela destacou ainda que não há receio por parte dos servidores e sindicatos, de decreto de ilegalidade da greve. ‘Temos em Tangará o SSERP cujo presidente é o Eduardo e o Sintep que atua junto aos trabalhadores da educação. Como o Secretário e o Prefeito insistem em dizer que o Sintep não representa os servidores do município, então, o SSERP está fazendo todo o encaminhamento legal e o Sintep tem feito assembleias e buscado orientação jurídica. Estamos fazendo os registros, atas e documentação. Não há possibilidade de a greve ser ilegal, até porque desde junho entramos em estado de greve, passamos para o indicativo de greve e estamos fazendo a conscientização da comunidade escolar”.

Reposição de aulas

Indagada sobre esta questão, a professora Solange Gomes, do Centro Silvio Paternez, destacou que a categoria tem ciência de que as crianças realmente são prejudicadas quando há a greve. “Porém, temos que sustentar o que é um direito nosso. Um direito constitucional. É bom que se diga que a RGA é um direito constitucional dos servidores públicos. E cada um de nós sabe a falta que isto faz nas nossas famílias. Todos os gastos hoje são maiores e este reajuste não chegou. Não queremos prejudicar estas crianças de forma nenhuma. É tanto que estes dias serão repostos. Nosso desejo é que haja uma negociação, que cheguemos a um consenso e esta situação seja resolvida o mais rápido possível”.

A presidente da Subsede do Sintep destacou que o calendário letivo não tem relação com o calendário civil. “Então, podemos terminar 2017 em 2018. A reposição acontece com certeza e se a greve se prolongar por muitos dias, vamos concluir no ano que vem o ano letivo de 2017”

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