10/10/2017 14:34

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Rádio Pioneira com Gazeta Digital

O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Cuiabá, deixou de absolver sumariamente o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em uma ação onde ele é réu por lavagem de dinheiro e ocultação de bens, em um desdobramento da operação Ararath.

O processo foi protocolado pela procuradora da República Vanessa Zago, do Ministério Público Federal (MPF) no dia 2 de agosto. Vinte dias depois, o ex-governador apresentou sua defesa prévia por meio dos advogados Délio Fortes Lins e Silva, Délio Fortes Lins e Silva Júnior e Larissa Lopes Bezerra, requerendo a absolvição sumária.A decisão foi proferida na última sexta-feira (6), mas o inteiro teor não foi divulgado por se tratar de ação em segredo de justiça.

Em outra decisão proferida nesta segunda-feira (9), o juiz designou para o dia 30 de novembro, às 13h30, uma audiência onde serão interrogadas testemunhas arroladas pelo MPF e o réu Silval Barbosa.

Operação Ararath

Na ação original, são réus o ex-secretário de Estado da Casa Civil Eder Moraes e os irmãos advogados Alex e Kleber Tocantins.

Conforme a denúncia, a organização criminosa, por meio de um sistema financeiro paralelo, movimentou cifras milionárias para diversos fins, como pagamento de propinas a servidores públicos, financiar campanhas eleitorais com caixa dois, entre outras fraudes e lavagem de dinheiro.

Ainda na Ararath, Eder Moraes já foi denunciado por ter atuado como instituição financeira sem autorização do Banco Central, em uma espécie de agiotagem, juntamente com o empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, por meio da Globo Fomento, que virou alvo da operação da Polícia Federal após receber uma transferência de R$ 5,2 milhões dos irmãos Tocantins para manter ativo o esquema financeiro clandestino.